sábado, 27 de fevereiro de 2010

Desperdiçando hormônios



Bueno Aires, São Paulo, Barcelona, Paris, Nova York, Lisboa, Santiago, Istambul, La Paz, Porto Alegre, Florença, Cairo, Recife, Amsterdam...

E eu aqui rateando...viajando no interior de Minhas Genitais.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Redimindo os números


Admito que os números escondam, desqualificam e retiram a identidade das pessoas.

Eu também acho que tem formas melhores que RG,CPF e senha pra identificá-las e reconhecê-las. A cor e o brilho dos olhos. Um cheiro no pescoço, um aperto de mãos, um abraço envolvente, um cafuné nos cabelos, uma massagem nos pés...
Já tem identificador de retina, mas imagina só uma pessoa tirando os sapatos na rua para massagens rápidas de reconhecimento ou oferecendo o pescoço para numa cheirada comprovar que é a fulana de tal...?!?

Os números por si mesmos, por seu conteúdo já são belos. Eu acho!

A riqueza de significado do número zero é esplêndida! A idéia do vazio, do inexistente, do nada...Não sei como levou-se tanto tempo para aceitá-lo!

Os números também podem qualificar as pessoas... defini-las.
Dizer que o CEP de alguém inicia com 60 ou que seu código DDD é 85 é o mesmo que dizer que esse alguém é do Ceará e que, portanto tem a pele bronzeada do sol, o bom humor e garra típicos dos nordestinos, etc.

Se se diz que uma pessoa tem 48 anos já é o suficiente pra que com isso se saiba outras inúmeras coisas sobre ela. Que tem pelo menos indícios de cabelos brancos, que tem celulites, se for mulher, que já teve problemas de ereção, se for homem, que já sofreu pelo menos uma vez alguma a perda de alguém, etc.

Se a pessoa tem 18 anos todo mundo já sabe que é alguém que sabe tudo e é o dono da verdade.


Os números às vezes dizem tudo:

22 são dois patinhos na lagoa

Fazer um 21 é ligar pra fora.

13 é azar na certa.

Chamou pra um 69, pode ir que é garantido.

Ficou de 4 é sucumbir.

E uma pessoa com 4 nomorad@s, só pode ser safada...hahaha


P.S.: Pra evitar novos equívocos, esclareço que não sou eu essa pessoa com 4 namorad@s.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Inteligência múltipla dos corpos


”O corpo não é uma máquina como nos diz a ciência. Nem uma culpa como nos fez crer a religião. O corpo é uma festa.” (Eduardo Galeano)








Os olhos não só vêem, também choram, delatam
Os dentes não só mordem, também sorriem, cerram
Os pés não só andam, também equilibram, cansam
Os dedos não só seguram, também apontam, penetram

O umbigo alimenta, prende, apodrece
O nariz cheira, escorre, reconhece
O cabelo esquenta, cresce, entontece
O seio amamenta, envaidece, enlouquece

O hímen castra, rompe e liberta
O pênis penetra, concebe e ejacula
O pescoço segura, move e é zona erógena
O lábio esquenta, esconde e é zona que goza

Os corpos não só suam, também padecem e entrelaçam-se
Os masculinos não são só músculos, também são prazeres e debruçam-se
Os femininos não são só carne, também são capazes de fazer festa
em qualquer outro corpo...

sábado, 20 de fevereiro de 2010

A seriedade das brincadeiras


Quem nunca ouviu alguma brincadeira de: Português burro? Japonês de pinto pequeno? Francês que não toma banho?
É claro que ninguém acredita ou dá importância a essas brincadeiras. Se os portugueses fossem burros não teriam colonizado e dominado boa parte do mundo com suas tecnologias marítimas. Se o Japão não controlar a atividade dos pintos pequenos não vai ter lugar pra tanto olhinho puxado naquele pequeno país. E quem já foi a Paris sabe o valor que tem um banho francês, seus toialettes e os melhores perfumes do mundo. Aqui no Brasil ninguém discrimina essas pessoas, ao contrário, são eles que nos discriminam quando chegamos por lá, pois brasileiro só vai pra lá pra roubar o emprego deles e pra ser prostituta. Não é assim? Eles são os ricos, o primeiro mundo, os imperialistas...
Quando se trata de piadas ou esteriótipos de povos de países ricos, são só brincadeiras e mitos bobos.
Agora será que o mesmo acontece com os povos de países pobres?
Quem nunca ouviu piadas sobre africano? E agora, com o terremoto, piada sobre haitiano?
Eduardo Galeano disse uma vez:
No Espírito das Leis, Montesquieu havia explicado sem papas na língua: "O açúcar seria demasiado caro se os escravos não trabalhassem na sua produção. Os referidos escravos são negros desde os pés até à cabeça e têm o nariz tão achatado que é quase impossível deles ter pena. Torna-se impensável que Deus, que é um ser muito sábio, tenha posto uma alma, e sobretudo uma alma boa, num corpo inteiramente negro".
Karl von Linneo, contemporâneo de Montesquieu, havia retratado o negro com precisão científica: "Vagabundo, preguiçoso, negligente, indolente e de costumes dissolutos". Mais generosamente, outro contemporâneo, David Hume, havia comprovado que o negro "pode desenvolver certas habilidades humanas, tal como o papagaio que fala algumas palavras".


Piadas e brincadeiras sobre o povo negro nunca foram só piadas e brincadeiras.
Agora virou tese pra debate se a barbárie e as desgraças que vivem os povos negros do mundo não é uma maldição por culpa deles próprios que são um povo místico e fazem "vodus"...

Desde criança ouvia, às vezes  em tom de piada e às vezes não, que:
Negro é sujo e fedido (e eu, criança, acreditei, afinal todos os negros que eu conhecia não tinham dinheiro nem pra comer, que dirá pra comprar sabonete?!?)
Ser negro é ser feio, de nariz chato e cabelo ruim (e eu acreditei porque não conhecia negro na tv, não tinha negro bem vestido, de maquiagem, de penteado bonito)
Negro é indolente, preguiçoso e pouco inteligente(quanto a isso eu tinha dúvidas, porque a empregada lá de casa, uma negra corpulenta e meio cega, bisneta de escravos, era a que trabalhava o dia inteiro até à noite, sempre obedeçando ordens até das crianças. E ela fazia contas melhor que a minha mãe, apesar de ser analfabeta)
Assim cresci, como a maioria das pessoas, achando que negro é negro, branco é branco, cada macaco no seu galho. Eles não vão muito longe, são os que trabalham com a força e os brancos com a cabeça. E que trabalhar com a cabeça é mais difícil e por isso ganha mais. 
Talvez tenha sido por causa de brincadeiras e piadas que a forma de falar das pessoas, usando algumas expressões hoje enraizadas no vocabulário dominante, tenha se perpetuado ao longo dos anos.
Porque será que é a ovelha negra e não a malhada ou a marrom, que é a ruim na família?
Porque será que imagem ruim fica denegrida e não esbranquiçada?
Porque será que um passado negro é um passado ruim?

Isso tudo sobre negros e brancos ficou encrostado na minha cabeça e no meu vocabulário. Afinal, não tinha contraponto, não tinha outra versão das coisas, pra onde eu me virava era assim. Na família, as pessoas que eu gostava, eram todas brancas. Na igreja(eu já fui à igreja um dia) Jesus e todos os santos eram brancos. Na escola, os professores e alunos eram todos brancos e as personagens e os heróis dos livros, seja de história, literatura, português e até matemática eram todos brancos. Ops! Minto! Houve excessões, tinha um santo que era negro(não lembro o nome) e também aparecia vez por outra uns negros nos livros. Era o escravo, a cozinheira, a babá, o jardineiro, etc...

Hoje não faço mais essas brincadeiras e não perpetuarei esse falso e nefasto esteriótipo. Mas, não foi fácil me livrar desses preconceitos. Precisei de ajuda. De três ajudas específicamente. A primeira ajuda foi ter faltado dinheiro em casa pra pagar escola particular e aí fui estudar em escola pública, escola técnica, feita pra formar mão-de-obra e enfim, lá tinha alguns negros. A segunda ajuda foi maravilhosa. Dentre todos os alunos da escola técnica, o mais bonito, o mais inteligente, o mais gentil, o mais engraçado, o mais tudo... era negro. E eu só percebi que ele era negro depois de ter percebido todos as outras características dele. Então pensei: o negro também pode ser lindo! Não só poderia ser lindo como poderia ser também o primeiro grande amor de alguém. E a terceira foi a determinante, pois foi a que deu fundamentação suficiente pra derrubar todos os preconceitos enraizados. Foram leituras alternativa, leituras sobre a verdadeira história dos povos, das civilizações. Foi a descoberta do marxismo, da visão materialista e dialética sobre a história da humanidade. Foi entender que a exploração e a opressão entre os seres não tem origem divina e nem natural e sim, tem origem histórica, cultural e principalmente econômica.

Agora só faço piadas e brincadeiras que sejam realmente brincadeiras. Tipo, piada de elefante...eu adoro!!! Chega de fazer piadas rebaixando e descriminando negros, mulheres, homossexuais, deficientes físicos e qualquer outro tipo de pessoas. Algumas brincadeiras não são inocentes, por mais que não percebamos à primeira vista o conteúdo preconceituoso delas.
Pra mim, hoje, todas as pessoas, têm um potencial de serem belas, inteligentes, saudáveis, interessantes, etc...se algumas não são assim, certamente tem algum motivo concreto pra que não sejam: cultura dominadora, preconceito, falta de oportunidade ou qualquer outra mazela dessa sociedade inspirada na exploração e opressão dos seres vivos.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Ao mar e aos animais


Estive quase um mês com problemas de comunicação. Vários problemas em diversos tipos de linguagem:

O meu celular viajou de férias. Ele foi à praia comigo, aí funcionava só com um "pauzinho", ou seja não funcionava, a não ser em cima da geladeira onde surgia mais dois pauzinhos.

Toda vez que entrava no msn, kut, skype, etc, não tinha ninguém conectado... (o que será que todo mundo estava fazendo de madrugada que não estava na net???)

Fui, em 12 dias, ao redor de 20 praias diferentes. Putz! Que ilha linda!! Floripa é que é A Cidade Maravilhosa! Mar e montanha, uma combinação que eu tava achando quase perfeita. Só não tava perfeito porque não conseguia me comunicar com São Pedro. No dia que chovia eu tava toda pronta pra pegar àquele bronze e me jogar na água(Gelaaaada! Fazer o quê, não era o nordeste, né?!). No dia que saía o sol eu nem de biquini tava.

As placas de trânsito eram super bem planejadas, devo reconhecer, mas eu nunca sabia se estava indo pro sul ou pro norte da ilha.

Mas o problema maior que tive esses dias foi em me comunicar com os seres humanos. Tentei fazer novas amizades, consolidar outras antigas, porém não rolou...não consegui achar o meio pra fluir a energia. Não aguentava mais ouvir por todos os lados aquele sotoque enjoado dos queridos "hernanos". Tinha mais argentino do que gente naquele lugar!

O meu corpo, os meus orgãos pareciam estar em um certo descompasso uns com os outros. O intestino não se entendia com o estômago, um sempre cheio e o outro mais cheio ainda(o certo seria um cheio e um vazio...eu acho!). As pernas não se entendiam com as costas, enquanto aquelas queriam andar, estas queriam sentar. Os olhos queriam dizer milhões de coisas sobre as coisas que via e a boca só conseguia ficar calada.

A cabeça então...essa estava toda desordenada. Perdeu total controle sobre a bexiga...aí era eu fazendo xixi toda hora feito neném. Os neurônios pensavam o que queriam. Estavam de férias, não tinham hora pra nada...ficavam funcionando a madrugada toda só criando bobagens.

A cabeça não se comunicou direito nem com o coração que quase parou de bater de tanto apanhar. Coitado! Ele precisava mesmo era de oxigênio e um sangue mais colorido.

Quase fui procurar a minha operadora pra ver se resolvia de vez esses problemas de comunicação. Minha salvação foi a linguagem dos corpos que a gente aprende a usar por instinto e que sempre funciona(pelo menos comigo). Foi o que me garantiu algumas interações satisfatorias, entre outras coisas, com os cachorros, quero-queros, urubus, beija-flor e o mar de Santa Catarina.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

EX-FUTUROS

Sabe aqueles relacionamentos que a gente tem que certamente não vão dar em nada sério? Tipo assim: ''não tô fazendo nada, vou ver no que vai dar"; "não é tudo de bom, mas é legal"; ou simplesmente, "é uma pessoa maravilhosa, quem sabe dá certo?'"... São aqueles relacionamentos que começam meio que com prazo de validade. Todo mundo já teve pelo menos um na vida. Tem gente que teve vários, tem gente que só tem desses...Há alguns desses relacionamentos que nem sequer valem a pena ter vivido, e há também aqueles que, mesmo não sendo uma paixão arrebatedora, são leves, são gostosos e acabam sendo muito legais.

Podem-se considerar felizes aqueles que, já conseguiram ir além desse tipo de relacionamento. Ou seja, aqueles relacionamentos em que o amor acontece e se potencializa pela reciprocidade. Tudo parece estar a favor das duas pessoas, o mundo parece girar em volta delas. Se encontraram na hora certa e querem a mesma coisa: ficar juntas o tempo todo. Esse tipo não tem prazo de validade, a gente até cogita a possibilidade de ser pra sempre, embora nunca seja(pelo menos não como no início). Pode até durar pouco, mas um grande amor não se mede pelo tempo de duração e sim pela intensidade dos sentimentos que rolam junto com o amor, a paixão, o ciúme, o tesão, a intimidade,etc. Tem gente, os privilegiados ao meu ver, que tem vários grandes amores, cada um tão bom e intenso quanto o outro. Um grande amor, depois um segundo grande amor, depois um terceiro... e cada novo amor parece que um novo mundo se abre e novas aprendizagens surgem, novos sabores, novos olhares sobre o mundo...É o tipo de relacionamento que deixa a gente mais completo, mais sensível, mais seguro, mais inseguro, mais bobo, mais calmo...blá,blá,blá... Bom, sobre o amor tá cheio de gente pra definir, pra poetizar, pra musicar.
Agora, sobre aquele amor em potencial, aquele que tem tudo pra ser um grande amor, mas que não se realiza. Aquele relacionamento que a gente se apaixona perdidamente e é até correspondido, mas que tudo parece conspirar contra. Não era o momento certo, não era o lugar certo, não tem como viabilizar, não tem como bancar, não estão livres, não podem ser livres ou querem ser livres...enfim, mil e um motivos que podem ser o motivo para não se viver o grande amor. Este tipo de relacionamento é difícil definir, não encontrei muita coisa sobre isso por aí... Nas novelas e filmes tem algo parecido...os dois se encontram e se desencontram, brigam e fazem as pazes o tempo todo, até chegar o fim da novela e acaba tudo numa boa com um final feliz. Mas os relacionamentos que poderiam virar um grande amor e que, por isso ou por aquilo, só têm desencontros? Esses também acontecem aos montes, mas é mais difícil escrever sobre eles. Amores que não acontecem, ou que acontecem mas não se potencializam, e acabam morrendo por inanição, por estrangulamento, por esquecimento...e viram apenas EX-FUTUROS GRANDES AMORES.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Se isso não é indiferença
Vou agir diferente...
Será que faz diferença?

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

À Frida


Nada de miados ou choros...Uma languidez, uma serena felinidade a se esvair...Demos leite com vitamina na seringa e decidimos hoje levá-la para a eutanásia...
Ela morreu ao lado do meu canto preferido em casa antes de irmos ao hospital e eu assisti a sua morte, sempre a acariciando e sentindo seu respirar lento e sem agonias...Um miado, um espichamento de membros e se foi...Fiquei lavando ela como vi num filme bacana oriental sobre o ritual de preparação dos corpos...A enterramos aqui numa parte protegida do pátio e virará adubo, como todos nós...
A acariciamos muito sempre neste um ano que esteve conosco...
E agradeço profundamente a vcs. por terem me oportunizado me apaixonar por gatos porque a Frida era especialíssima...
Bjs e até amanhã,
R.C.

PS.:Trata-se de uma sobrevivente das ruas de Poa que sempre lutou delicada e bravamente por sua existência. Teve a ajuda de alguns humanos que estiveram presentes na hora de pelo menos 4 de suas vidas perdidas. Em sua passagem por este mundo, deve ter deixado alguns descedentes espalhados pela Cidade Baixa, deixou uma casinha de pvc, duas vasilhinhas, pelos espalhados no sofá e também deixou um homem e uma mulher com o coração mais sensível e os olhos mais atentos à dignidade da vida animal.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

E-mail p/ as amigas indispensáveis


Aproveitando o período universalmente instituído pra fazer balanços e promessas de futuro, hoje(só hoje...amanhã volto a minha antipatia de sempre) resolvi ser uma pessoa mais verdadeira e expor mais meus sentimentos, tanto os bons como os ruins.

Então, comecei me olhando no espelho e expondo toda a minha irritação com ele. Disse que se ele não mudasse aquela imagem, em 4 meses ele seria trocado por um porta-retrato com uma foto de quando eu tinha 23 anos... Darei um tempo em alguns antidepressivos naturais - chocolate será o primeiro sacrificado.

Depois, fui mandar o síndico tomar no "caneco" na casa do "caramelo"... Adorei fazer isso com aquele milico de bosta!

Agora me deu vontade de me expor para as pessoas que eu gosto (antes que por algum sinistro eu não possa mais fazê-lo... que horror!)
Na verdade não pra todas as pessoas... vou fazer uma triagem para mandar esse e-mail:

Por hora vou tirar os homens da lista. Não que eu não tenha homens importantes, tenho vários essenciais na minha vida, alguns eu poderia escrever até um tratado pra dizer o quanto os amo/amei. Mas, agora quero falar para as mulheres da minha vida...
Também não pra todas elas...

Vou tirar algumas que eu até gosto muito, mas não gosto tanto ao ponto de escrever essas melosidades...(se receber esse e-mail é pra sisintir! E não comente com outras pessoas pois estas podem não ter recebido esse e-mail...aí fica chato, né!?)
Vou tirar a minha mãe porque essa merece mesmo é um livro pra eu falar de todo meu amor e admiração...
Vou tirar aquela que acordou hoje ao meu lado, pois para essa já me exponho ao avesso em palavras e atitudes diárias de amor.
Por último vou tirar também uma menina linda que surgiu e sumiu da minha vida deixando marcas irreparáveis, marcas tão grandes que me impedem de no momento juntar seu nome a essa lista.

Aí a lista fica pequena. Ficaram só vocês, MINHAS AMIGAS, que agora vão ter que ler o e-mail até o fim senão fico de mal e não serei mais amiga.

Quero falar o quanto vocês são importantes pra mim...
Para as amigas quase irmãs, que seguram todas as barras e são indispensáveis...
Para as amigas camaradas, cuja vida pra mim é preciosa. Estas são indispensáveis porque sei que também a minha vida é preciosa para elas...
Para as amigas distantes que parecem estar aqui do meu lado de tão indispensáveis que são para mim...
Para as amigas antigas e as recentes que compartilham histórias maravilhosas da minha vida e vão continuar compartilhando indispensáveis histórias futuras...
Para as amigas coloridas que sempre foram mais amigas do que qualquer outra coisa e que depois, passado o rolo, passaram a ser amigas indispensáveis...
Para as amigas amores é indispensável dizer que as amei muitas vezes mais que a mim mesma, chegando a sentir dor por tanto amar... e que eu ainda as amo, só que já não são indispensáveis no meu cotidiano... a não ser como amigas.

Quero dizer a vocês que A VIDA É BELA sempre, mas que sem vocês a minha vida seria pouco interessante e perderia muito o sentido. Por isso quero para toda a vida encontrar vocês, beber com vocês, brincar e rir com vocês, contar-lhes segredos íntimos, compartilhar sadiamente notícias ocultas sobre a vida dos outros (vulgo fofocar)... quero também brigar e criticar vocês pra gente não esquecer que amizade não é passar a mão na cabeça; quero defender vocês e ser protegida por vós...quero nunca perdermos a amizade, o carinho e o respeito... ainda que se perca o contato constante.

Por fim, quero dizer que vocês são indispensáveis e eu amo vocês como só uma mulher pode amar outra.