quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Em fim, o amor


Que se vá você com sua amante
Chafurde e goze em cima dela
Ela não passa de um objeto cortante
A rasgar meu peito e o seu por tabela

Pode ir e leve seu amor errante
Chega de perdoar sua vida paralela
Ainda és tudo de mais fascinante
Mas não suporto sua ausência de cautela

Vá embora Amor dilacerante
Já não acho mais a vida bela
Siga em frente, passe adiante
Chega agora o fim dessa novela

sábado, 11 de setembro de 2010

Cotidi(anos)


Já não tenho mais aquele amor febril
Minhas veias já não ardem nos braços
Ainda sinto amor nos abraços
Nos desejos de um tempo que nunca se viu
 
O amor não foi embora, ninguém se iludiu
A corda esticou e estreitou os laços
Vivemos fevereiros e marços
Procurando encontrar flores de abril
 
Os dias passam numa disciplina fabril
O tempo alterou nossos traços
E a verdade grita nos amassos
A paixão foi pra... outro lugar

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Grito não excluído (da lembrança)



6 de setembro:

Olhos de menina
Vivendo cenas entre adultos
Uma boca repelindo a minha
Um corpo em movimentos brutos

A noite longa, o tempo curto
Dia seguinte era o Grito
O avião partiu, ficando um vulto
Do corpo, do sexo, do delito