quinta-feira, 28 de abril de 2011

Vás


Distantes estão os que nunca se encontraram
Os que moram ao lado e não se sabem
Os que vivem juntos e nunca se amaram
Que sequer se conhecem e nem se percebem

Nós ultrapassamos as fronteiras do que é físico
O amor pode ser comparsa ou vítima dos frios espaços
E também do tempo que solidifica o que fora líquido
Que faz apurar apenas a essência dos nossos laços

Não te perturbes e sofra tanto meu bem querer
Eu também sou parte tutora daqueles que cativas
Eu sempre serei e não há como isso reverter
Estarei aqui junto a ti ou por onde tu prossigas

Veja bem, a vida é bela e as pessoas mal sabem.(que pena!)
Os dias passam ingratos e parados a nossa revelia
Rápido! Sigamos em frente... As portas se abrem
Sei que a gente será pra sempre... mas sempre não é todo dia

domingo, 24 de abril de 2011

A História depende de quem conta



Versão 1: "Finalmente as ilhas do Caribe deixou de pagar tributos, porque desapareceu: os indígenas foram completamente exterminados nas lavagens de ouro, na terrível tarefa de revolver as areias auríferas com a metade do corpo mergulhada na água, ou lavrando os campos até a extenuação, com as costas dobradas sobre os pesados instrumentos de aragem trazidos da Espanha. Muitos indígenas da Ilha Dominicana antecipavam-se ao destino imposto por seus nosvos opressores brancos: matavam seus filhos e se suicidavam em massa." (Eduardo Galeano, As veias abertas da América Latina. Motevidéo/1970)

Versão 2: "Os índios não foram totalmente exterminados. Seus gens subsistem nos cromossomos cubanos. Eles sentiam uma tal aversão pela tensão que exige o trabalho contínuo, que alguns se suicidam antes de aceitar o trabalho forçado(...)Muitos deles, por passatempo, mataram-se com veneno para não trabalhar, e outros se enforcaram com as próprias mãos" ( Gonzalo Fernádez de Oviedo, Historia general y natural de las Índias. Madri/1959)

Qual a versão verdadeira?
Eu diria que: como "a existência determina a consciência"(Marx), depende da existência de quem lê.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Soneto de amor angustiado


Tanta pressa, pesar...Que mundo cruel!
Do que sentes agora, meu peito corrói
De nada adianta angústias no papel
Apenas exortação daquilo que me dói

Adoro tanto e de tanto te amar
Me esqueço em ti e adio o prazer
Do que reclamo? És tu meu bem-estar
"A vida é bela", não me deixes esquecer

Também tenho medo, ano a ano se seguindo
Lutar pra quê? Fazer o quê? Melhor esqucer...
Onde vamos? O que estamos construindo?

Meu amor! Parte do que sou é tua vida na minha
Sejamos fortes, sigamos nós, eu e você
Ainda há tempo da gente ver o mundo entrar na linha