sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O que será isso?

Há de fato um mito criado em torno de uma mulher grávida. Algo como se ela estivesse acima do bem e do mal e sobretudo como se ela fosse um ser assexuado, meio angelical. Todos acham lindo esse meu barrigão... seguidamente recebo elogios, até de mulheres e homens que antes não sabiam nem que eu existia. Dizem: que barriga linda, como vc está bonita grávida, vc está mais bonita agora...blá, blá blá! E me tocam, passam a mão na minha barriga como se ali fosse um ambiente público, um corrimão de escada, sei lá...
Pode ser que estejam todos mentindo numa tentativa de me fazer passar melhor por essas transformações físicas no mínimo esdruxulas que deixam a gente deformada. Ou, se são mesmo sinceros esses elogios isso me leva a crer que uma barriga de grávida causa uma espécie de embriaguez nas pessoas, uma chapação mesmo, como se, a partir do 4 mês, quando já se atribui o sentido certo àquela protuberância, as pessoas começassem a ver ali uma divindade. Pra mim estão todos loucos e cegos, pois o que há de lindo em um bucho rígido e enorme, em um rosto e corpo inchados, em um andar arreganhado como de um pato? 
Dizer que estou linda é uma coisa, mas cadê que me dizem que estou gostosa, atraente?! De jeito nenhum, isso parece até pecado. Ao contrário, percebo que não há ninguém que sinta o menor tesão, nem mesmo como a um fetiche casual, por uma mulher grávida.
Devido à idade, à vontade de mudar de prioridades, à falta de disposição de enfrentar os desastes dos rolos amorosos que eu sempre me metia; eu já havia mesmo me convencido de, se não abandonar, pelo menos dar um longo período de folga para a minha personalidade "galinácea"... mas eu queria fazer isso por minha própria conta, não queria algo assim, compulsório. Paqueras eternas que eram responsáveis por manter minha auto-estima sempre em bom estado, agora são as que mais fazem, pela ausência absoluta ou pela presença amigável, eu me sentir como um totem, uma mocinha de novela das seis. Será que isso vai continuar assim por muito tempo? Será que uma mulher com um bebê à tira colo também causa esse efeito nas pessoas? Será que vou deixar de ser mulher pra ser só mãe? Ninguém me avisou sobre isso...
Agora fudeu!...Quer dizer...agora não fudeu!
Bom...isso são só elucubrações de uma barriguda sem ter o que fazer no trabalho em pelo janeiro sem tirar férias e sem poder viajar...rsrsrs

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012


Desde que comecei a manifestar a vontade de ser mãe - na verdade foi durante a vida toda, mas nesse período pré e pós gravídico muito mais – escuto as mulheres relatarem as alegrias e principalmente as agruras da maternidade. Muitas delas comentam como forma de convencimento, de que vale a pena sempre, que tudo é recompensado. Algumas outras apenas comentavam uma coisa ou outra, mas a maioria, pelo menos pra mim, relatava muitas inconveniências com a nítida intenção de me fazer pensar dez vezes antes de tomar a decisão, quase que ao ponto de dizer: não tenha. Mas acho que esses relatos não têm muito efeito prático pra mulher nenhuma e pra mim não teve mesmo. Por um longo período eu realmente achei que “Filhos: melhor não tê-los!”, e de uma hora pra outra cheguei à mesma conclusão do Poetinha: “ Mas, sem tê-los como sabê-lo?
Chegada essa conclusão, fui atrás de sarna pra me coçar e desde então, tudo que se possa imaginar de bom em ser mãe tem tido em mim um efeito bem superior a tudo que se possa imaginar de ruim em ser mãe. Porém, agora, com 5 meses de gravidez, estou com medo!
Não são as dores e incômodos que tenho sentido bastante e que, eu sei, só vão piorar. Também não foi nada do que me disseram e nem nada a respeito de como é difícil educar, como é dispendioso, preocupante, etc. O que aconteceu é que hoje, domingo, desde as 9h da manhã, uma emocionante cena da natureza urbana me deixou em pânico de início e depois em estado de tamanha reflexão que precisava tentar colocar isso no papel.
Trata-se de uma pequena família de pombos que acerca de quatro semanas resolveu se instalar na caixa vazia de ar-condicionado do prédio vizinho ao meu e que fica em frente à janela da minha cozinha. É realmente uma família bem pequena. Uma pomba que chocou seu ovo durante dias e dias solitariamente diante dos meus olhos curiosos e já faz mais de uma semana que veio o bebê pombo pra formar uma verdadeira família (pois não existe família de um só, mas de dois já é sim uma verdadeira família). O bebê nasceu minúsculo e horrível. Da cozinha só dava pra ver uma coisinha amarela com dois olhinhos pretos. Foi crescendo feioso, despenado e barulhento, sempre com a mamãe pombo ali do lado lhe enchendo a goela de comida. Só que há dois dias a pomba não apareceria e o bebê estava sempre só, já nem grunhia mais. Pensei, será que já está na hora dele se virar sozinho ou será que ela abandonou o coitado? Não era nem uma coisa nem outra. Hoje acordei com o grunhido do filhote e levantei toda contente achando que o barulho se devia ao retorno da mamãe. Pra meu desespero não era a mamãe, eram dois pombos bandidos que se revezavam em atacar o pequeno. Eles arrancaram as poucas penas que havia nele, bicavam, empurravam, deixando ele todo arrebentado até sair sangue. Tentei jogar bolas de papel, jarras d'água pra espantar os assassinos; também joguei pedaços de pão na tentativa de dissuadi-los, mas nada adiantou. Então fiquei ali aos prantos presenciando tudo, tentando me convencer que aquilo era natural e eu não tinha nada que me meter. Ainda chegou mais um terceiro comparsa e o massacre continuou. Pobre pombinho!
Mas de repente chegou a mamãe pombo num vôo rasante. Indignada e enérgica colocou já dois deles imediatamente pra fora da caixa. Lutou bravamente com o terceiro que insistia e resistia à raiva da mamãe. Até que ela venceu a briga. Os três foram postos pra fora, mas continuavam ali por perto rondando e tentando entrar o tempo todo. Passado o momento da briga era hora de ver como estava o coitado. Ela andava de um lado pro outro olhando pra ele sem saber o que fazer como quem dissesse chorando: meu filhinho o que fizeram com você?! Ele já não grunhia mais, estava lá parado, não estava morto, mas todo arrebentado.
E eu também me arrebentei, fiquei mal o resto do dia. Agora me enchi de elucubrações e receios. Fiquei questionando a frase que adoro e que pretendo tatuar no meu corpo assim que puder: “ Á vida é bela!”(L. Trotsky) Estou com medo de não ter a força da mamãe pomba, de não ter a agilidade e sabedoria dela. Estou com medo dos pombos bandidos que haverá ao longo do caminho do(a) meu/minha filho(a). Porque a natureza pode ser bela, mas é perigosa também. E a natureza humana, apesar de, a meu ver, ser intrinsecamente boa, solidária e justa, não tem conseguido dar cabo da natureza cruel e bárbara da sociedade que estamos. Tenho medo do bandido chamado capitalismo!
Acho estranho que esses medos todos, com essa intensidade, tenham chegado só agora quando todos já atribuem o sentido certo ao tamanho da minha barriga. Não me sinto arrependida de nada, continuo querendo essa criaturinha e cada dia a quero com mais urgência. Mas simplesmente estou com medo!
 Como já disse um dia sei lá quem: Coragem não é ausência de medo, e sim consciência da necessidade. Então, a necessidade agora está posta, preciso forjar a coragem. 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Preciso dizer


Mamãe estou grávida
Bem...não era bem isso que eu queria dizer
Isso não precisava contar
Cedo ou tarde todos vão perceber

O que eu queria dizer mesmo é:

Mamãe eu sou "gay"
Bom...não era bem assim que eu queria dizer
Queria que isso não precisasse contar
Mas nem cedo, nem tarde ninguém ia perceber

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Passado de presente


Percebi há pouco tempo que mesmo sem saber sempre quis construir um belo futuro pra mim

Um futuro que um dia se tornasse passado e pudesse ser dado de presente à alguém

À alguém que pudesse dizer assim: eu tenho orgulho desse passado!


Fiz o melhor que pude e ainda estou fazendo... sempre e amiúde

Fiz muito amor e também fiz guerra quando foi preciso

Fui a Paris... mas antes fui conhecer o inferno das criaturas,

pois era preciso pra merecer o lado bom da vida


Não sei se um dia o meu passado, dado como presente, será bem aceito

Mas estou contente com o que já soube fazer

Acho que fui boa gente e acho também que vou conseguir plantar uma boa semente

Movendo montanhas


Eu que não acredito nessas coisas

Acreditei nos médicos como num Deus

Acreditei na medicina como num alcorão

Acreditei nos remédios como num sacramento


Eu que não sou de ser guiada

Segui orientação como se não houvesse outro caminho

Segui receita como se fosse a única alternativa

Segui recomendação como se fosse simpatia


Eu que não tenho religião

Fiz do meu corpo uma divindade

Fiz da minha vontade uma fé

Fiz da minha fé uma realidade

terça-feira, 29 de maio de 2012

Tolstoi

Que vida curta! Absurdamente curta...
Mas é longa o suficiente pra se encher de amor e de dor.
Dor que se esquece ou que se conforma.
Amor que não se acaba nunca...que se prolifera e se transfere a todos que a gente cativa.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Jogo ilegal

Mesmo com uma centena de possibilidades
Com três dezenas de tentativas
Só pude encontrar três combinações perfeitas

Coincidências à parte
Chega de apartes e coincidências

Um número duas vezes deve ser um sinal
Pra que eu aposte em não arriscar novamente

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Estamos na melhor idade

Metade da minha vida eu passei com ela
Meus melhores dias, os mais felizes e os difíceis também ela esteve comigo
Mudei de carro, de casa, de cidade...mudei de peso, de aparência e de ponto de vista
Paixões vieram e se foram... outros pequenos chegaram
E a Lívia sempre aqui, sem mudar nada... repetindo todos os dias as mesmas simples coisas
Metódica, quieta, humilde e ao mesmo tempo altiva
Como foi educada pra ser
Ela aprendeu a ser uma princesinha, a minha Princesa
Ela está em seus melhores dias(o sol no frio tem lhe feito muito bem!)
E eu, numa espécie de simbiose, todos os dias aprendo com ela a reconhecer o amor sincero, pleno e incondicional...amor de ser humano, de ser vivo, de ser feliz
Ela me ensina a enxergar além, não com os olhos, visto que ela não os tem desde filhote
Mas ver pelo cheiro, pelo som, pelo que está subentendido, "subintencionado"
Ela ver meu amor assim, no ar...e assim eu vejo que a Beleza existe e faz 18 anos que ela foi morar na minha casa

quarta-feira, 7 de março de 2012

Ainda parece


Parece que o mundo conspira pra lembrar
Parece que doi só em tentar esquecer
Parece que o mundo é outro sem nada sair do lugar
Mas apenas parece
Tudo são só aparências
Assim há de parecer

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Tentando ficar nem aí...


Passei o ano inteiro esperando janeiro
Agora quero que tudo passe bem ligeiro
Que nem passa sempre o mês de fevereiro...

Estou totalmente sem dinheiro
Minha casa tá que é um chiqueiro
A cozinha mais parece o banheiro

E eu nem aí, cantando no chuveiro
uma musiquinha da Leila Pinheiro:

"Tudo é uma questão de manter
a mente quieta, a espinha ereta
e o coração tranquílo..."

Pra que se preocupar?!
Afinal, estou esperando meu herdeiro...

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Notícias


Hoje recebi, se não a melhor, uma das melhores notícias da minha vida. Deveria então estar saltitante e exalando alegria. Mas como, se essas outras notícias não me saem da cabeça? Enquanto eu tenho tudo, até mesmo o que nem sabia que merecia, esses trabalhadores, crianças e animais não tem mais nada...nada mesmo a não ser suas próprias vidas...e pra mim elas valem muito.

* Pessoas que moravam no Pinheirinho, área ocupada em São José dos Campos, de "propriedade" do criminoso e especulador financeiro Naji Nahas. Elas foram massacradas, humilhadas e suas humildes moradias foram destruídas pela polícia, pela justiça e pelo governo facista de São Paulo que pretende devolver toda a região(era um bairro com 9 mil pessoas)para o tal bandido. E as famílias estão ao deus dará...

domingo, 4 de dezembro de 2011

Sexualidade e cócegas: como conviver com a doença?


A sexualidade é uma doença que nem cócegas. As pessoas nascem com isso e carregam pra vida inteira.
Tem gente, a maioria estatisticamente, que tem cócegas na barriga e no pé. Há outros, em menor número, que sentem também embaixo dos braços e algumas até se acabam de rir se alguém chega perto do seu pescoço. É uma doença crônica que a maioria descobre ainda criança. Pode até ser que ela nunca se manifeste e que a pessoa nunca descubra, mas isso só se as pessoas não forem estimuladas, pois basta lhes encostar uma pena no pé e então podem até mijarem-se de rir. Não há risco algum de morte e muito menos de contágio. Pode-se viver bem e levar uma vida completamente normal sentindo cócegas, inclusive em períodos de crise. Nestes períodos, há relatos de que após uma crise de riso em decorrência de cócegas, a pessoa se sente até melhor que antes, pois ficam apenas com uma enorme sensação de prazer.
A sexualidade da mesma forma. É uma doença congênita que muitos descobrem ainda criança. Outras pessoas, por não serem estimuladas, não descobrem nunca. Os que controlam demais a doença, relutando às suas mais diversas manifestações, acabam por ter poucas e às vezes insignificantes crises. Diferente da cócega que o sintoma é o riso frouxo, o diagnóstico da afloração da sexualidade é o tesão e orgasmo. Como efeito da doença, a maoiria (estatisticamente) sentem orgasmos com penetração. Outros podem gritar de prazer com sexo oral. Um número menor, mas significativo também, pode chegar ao auge de uma crise dessa enfermidade através de sexo anal. Também esta não é trasmitida, nem verticamente por geração, nem horizontalmente de pessoa pra pessoa. Essas duas doenças ocorrem em ambos os sexos e em todas as etinias, não importando condição econômica ou mesmo religião. Não há o que temer, por mais que haja uma enorme confusão, desinformação e tabu acerca delas. Não há remédio e nem cura para nenhuma das duas; o importante então é relaxar e conviver com elas. Você pode até encubá-las e sufocar uma crise de cócegas e a sua sexualidade, mas saiba que elas estão aí dentro, prontas pra aparecer e deixar você acabad@ e cansad@ de riso ou orgasmo. Sinta-se à vontade com sua doença e ao perceber a mesma doença no próximo, haja com naturalidade. Ninguém merece ser tratado diferente por conta de sentir cócegas ou por ser uma pessoa com vida sexual ativa. Inclusive, se encontrar indetificação e reciprocidade na doença de outra pessoa, aproveite para trocar "figurinhas", trocar carinhos, trocar amor. Cutuque ele ou ela, penetre nele ou nela, deixe-se tocar e penetrar por ele ou por ela. Você vai ver que gargalhando e gozando mais a sua vida vai ficar bem melhor.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Quando David Cameron partia vitrinas


Marco D'Eramo

Numa cidade inglesa um bando de jovens parte uma vitrina, foge na noite e dirige-se a correr para o jardim botânico. A polícia segue-os, apanha alguns com seus telemóveis e põe-nos no calabouço.

O problema é que não se trata de um episódio ocorrido nestes dias. E que os jovens detidos não são desordeiros sub-proletários. Não, o episódio verificou-se há 24 anos em Oxford e os 10 jovens eram todos membros do Bullington Club, uma associação estudantil oxfordiana com 150 anos de idade, famosa pelas suas travessuras estudantis, suas bebedeiras e por considerar a vandalização de lojas e restaurantes como a melhor das distracções. Os problemas com donos de restaurantes, comerciantes e de denúncias à polícia são resolvidos com algumas indenizações generosas vindas das gordas carteiras paternais. Algumas horas antes, os dez bravos jovens fizeram-se retratar nos degraus de uma grande escada, todos em uniforme do clube, roupa de recepção a 1000 libras esterlinas (1150 euros) cada uma. Dentre eles destaca-se um jovem David Cameron e um, também imberbe, Boris Johnson.

Acontece que hoje Cameron é o primeiro-ministro conservador e Johnson é presidente conservador da Grande Londres. E que tanto um como outro trovejam contra os vândalos que destroem as propriedades privadas. Tanto um como outro defendem a linha dura, a mão de ferro. Cameron quer recorrer ao exército e censurar as redes sociais; Johnson quer aumentar os efectivos da polícia. Sem sequer a menor compreensão por quem não faz outra coisa, no fundo, senão emular os seus gestos de outrora.

Mas, evidentemente, é característico da mentalidade de um filho do papá considerar que os outros não podem – e não devem – permitir-se aquilo que lhes foi permitido, a eles, por direito de nascimento e de extracção social.

David Cameron nasceu em 1966, filho de um pai agente da bolsa e de uma mãe filha de um baronete: o actual primeiro-ministro gosta de divulgar que é o descendente ilegítimo do rei Guilherme IV e da sua amante Dorotéia, e portanto que é um parente longínquo da rainha Elisabeth II. Snob típico, Cameron foi enviado aos sete anos para Heatherdown, escola elementar frequentada também pelos príncipes Andrew e Edward, escola cuja atitude de classe era sem equívocos: nos dias de excursão, as toilettes portáveis eram designadas por "Ladies", "Gentlemen" e "Chauffeurs". E quando Margaret Thatcher foi eleita primeira-ministra, a escola celebra isso com uma partida de cricket improvisada de alunos contra professores. No liceu, Cameron foi enviado à mais prestigiosa escola privada da Inglaterra, Eton (despesas anuais de escolaridade: 27 mil libras esterlinas, cerca de 31 mil euros), o cadinho da classe dominante (Boris Johnson também foi seu colega de classe em Eton): é divertido que na Grã-Bretanha as escolas privadas sejam chamadas de escolas públicas (public schools). Ali o jovem Cameron foi surpreendido em vias de colar e, como punição, teve de copiar 500 linhas de latim. Depois de Eton seguiu-se, naturalmente, a Universidade de Oxford e seu clube, o Bullington. Como perfeito snob, Cameron casou-se depois com Samantha Gwendoline Sheffield, cujo pai é um baronete proprietário de terras e cujo padrinho é visconde. Samantha Gwendolina trabalha na célebre casa de produtos de luxo Smyrne, da Bond Street, e recebeu o prémio de Melhor Desenhadora de Acessórios concedido pelo British Glamour Magazine.

Quando se recuperam das suas asneiras estudantis, os filhos do papá geralmente fazem uma bela carreira: Boris Johnson tornou-se director do Spectator (ainda que a sua carreira cambaleie com as suas aventuras de mulherengo inveterado, apesar de casado). Cameron tornou-se director de Assuntos Corporativos na Carlton Communication, uma sociedade de media absorvida a seguir pela Granada plc para constituir a ITV plc.

Em 2006, quando Cameron vence o congresso Tory e torna-se líder do partido conservador, tem apenas 38 anos. E é muito naturalmente que, no governo sombra que forma (o primeiro-ministro na época era Tony Blair), três dos membros são antigos alunos de Eton (Old Etonians). Mas no grupo dos seus colaboradores mais próximos, pelo menos 15 são Old Etonians. E passa-se o mesmo quando, em Maio de 2010, Cameron ganha (pela metade) as eleições e torna-se primeiro-ministro à testa de uma coligação com os neoliberais dirigidos por Nick Clegg: também aqui o núcleo duro do governo é constituído por aristocratas, etonianos ou oxfordianos, como o actual o ministro da Economia George Gideon Osborne, também ele nobre, herdeiro do baronato Osborne, também ele diplomado em Oxford, e também ele, é claro, antigo membro do Club Bullington.

Como se dizia outrora: o bom sangue não mente. A classe (social) tão pouco.

Extraído de: http://blogdomonjn.blogspot.com/2011/08/quando-david-cameron-partia-vitrines.html
e antes de:
http://resistir.info/gb/david_parte_vitrinas.html
O original encontra-se em:
www.ilmanifesto.it/...
a versão em francês em
http://www.legrandsoir.info/quand-david-cassait-les-vitrines-il-manifesto.html

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Contradições e conveniências...



Preciso de pressa pra esperar e de paciência pra não esperar mais
Quero tudo junto ao mesmo tempo agora e quero cada coisa ao longo de toda vida
Não sei o que fazer nem pra onde ir e mensuro cada atitude rigorosamente

Tenho que cuidar do meu presente como quem protege um tesouro
Porque ele será o futuro passado do qual quero ter orgulho de dá-lo como presente

Justa(mente)


Viver cada momento intensamente
Pensar no que vai fazer exatamente
Deixar-se levar sofregamente
Sem jamais perder o controle da mente

É assim que se faz amor secretamente.

domingo, 17 de julho de 2011

É chegada a aur(ora)


Tem sido assim toda manhã
A mente vazia de sonhos
Mas cheia de planos...
A cama parece rodar
Por eu não conseguir sair do lugar

É como se fosse morder a Maçã
E dali em diante seria o fim da inocência
O começo da ignorância
A vida sem rumo e sem par
Um gemido de dor e pavor a me sufocar

Há os dias da febre terçã
Que queima a pele e todos os enganos
Impede a cura e joga na cara os anos
Eles são implacáveis em denunciar
Que a hora é agora ou jamais será

sábado, 2 de julho de 2011

Que inferno esse inverno!


Sempre preferi o frio ao calor e de certa forma continuo preferindo. Hoje há previsões de uma sensação térmica de mais de 10° abaixo de zero aqui no Sul. A maioria dos meus conterráneos lá de cima não tem sequer noção do significa isso de fato. Eu não tinha quando cheguei por aqui e hoje quando vou tentar descrever como é esse frio, digo que é a mesma coisa que quando você abre a geladeira na intensidade mais alta, ou mesmo o congelador. A sensação é a mesma, só que não é só de frente como ao abrir a geladeira, é por todos os lados; e não é só fechar a geladeira pra acabar o frio, ele está em todos os lugares.
Quando a chuva acompanha o frio é o caos completo. Os ossos doem e é como se facas dilaceracem a carne. Tudo fica sombrio e até as pessoas ficam com um ar depressivo. Nas mãos e nos pés parecem não circular sangue algum e tem horas que ficam totalmente dormentes como se não nos pertencessem mais.
Mesmo assim eu ainda prefiro o frio. As pessoas ficam mais elegantes, a gente não se sente suja, suada, me sinto menos cansada...Fora as guloseimas próprias de inverno e os vinhos tintos que se tomam quase todos os dias.
Mas pra mim é muito fácil preferir o inverno: tenho aquecedor, junquer, secador de cabelo e posso pagar a conta de energia que vem quase o dobro nos meses de inverno; tenho casa, guarda-roupa lotado e uma cama maravilhosa cheia de edredons e cobertas; tenho a cozinha abarrotada de comida(fiz super hoje!) pra forrar o estômago e depois se quiser ir hibernar... e ainda tenho a sorte de ter um cobertor de orelha sempre que eu quiser dormir de conchinha.
Assim é bom né?! Desse jeito quem vai preferir aquele calor insuportável do verão do sul que mais parece as caldeiras do inferno?!
Hoje, depois de ver, saber e perceber o quão infernal é o inverno para muita gente que não tem sequer o que vestir, eu decidi que nunca mais vou dizer que prefiro o inverno. Nunca tinha me caído a ficha antes. Quanto egoísmo de minha parte dizer que adoro inverno!
Como posso gostar de inverno com tanto sofrimento a minha volta? Como ficar contente tomando um vinho, comendo um fondue sabendo que não há para muita criança sequer uma sopa de capelete(aquelas sopas sem graça que mais parecem uma água suja com uma pedaços de massa boiando)?! Como não doer na alma comprar um casaco de 200 reais só pq ele é bonito, sabendo que tem gente na rua colocando jornal no chinelo pra amenizar a unidade que sobe pelas pernas?! Como dormir em paz debaixo de espumas, lãs e algodão pensando na quantidade de cães e gatos sarnentos, sem pelo algum, só feridas, abandonados a própria sorte?!
Que estação infernal é essa meu Deus?!? (Isso é força de expressão apenas... Deus não existe ou se existir, ele sempre passa as férias de inverno na casa do diabo que é quentinho e de lá os dois ficam só zoando lá de cima toda a sua criação se acabando de frio)
Sei que a culpa não é minha e muito menos da natureza que as pessoas passem tão mal no inverno, sei muito bem disso...sei que o problema é mais embaixo... é social, é econômico, é estrutural...não é natural... mas meus neurônios estão congelados e eu só consigo pensar numa culpa cristã que me ensinaram a ter desde que eu era criancinha...
A partir de hoje prefiro o verão aqui nessa terra gelada. Eu posso até morrer de calor ou entrar em completo desespero querendo correr nua pelas ruas, mas pelo menos ficarei menos deprimida e me sentindo a última das criaturas por ter tudo que preciso para passar bem o inverno.

terça-feira, 21 de junho de 2011

São apenas rimas...


Os homens são de Marte
As mulheres são de Vênus
Os homens são de morte
As mulheres são de vida

Os homens têm falo
As mulheres têm faro
Os homens querem foda
As mulheres são foda!

As mulheres são frágeis?...
Os homens são fortes?...
As mulheres são firmes
Os homens são fixos

As mulheres são especiais
Os homens são racionais
As mulheres fingem que são fúteis
Os homens fingem que são úteis

Os homens só pensam em sexo
As mulheres também
As mulheres são a coisa mais linda
Os homens também

As mulheres não têm nexo
É um ser totalmente complexo
Os homens não são desafios
Eles são extremamente óbvios

As mulheres gostam de homens
Alguns homens também
Os homens gostam de mulheres
Algumas mulheres também

Alguns homens traem
Todos os outros, mentem
Algumas mulheres se retraem
Todas as outras, também mentem

*Como diz o título, gostaria que isso fosse apenas uma brincadeira com rimas e ideologias. Essa foi a intenção, uma brincadeira. A maioria das pessoas têm essa visão sexista do que é ser Homem e do que é ser Mulher. Eu não tenho e nem gosto de sexismos. Acredito que a diversidade é humana e os gêneros são construídos (ocasionalmente também podem ser destruídos, e isso não tem o menor problema!)

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Não me caso com quem toma banho pela manhã


Na verdade esse título é só pra impressionar, que nem aquelas chamadas sensacionalistas de jornal fuleiro. Eu nem pretendo casar, morar junto outra vez. Tô fora! Casas separadas é a solução mais moderna para os mais modernos casamentos. Espero não morder a língua dizendo isso. Sei lá, vai que eu enlouqueço e volto a morar junto de novo! Mas, mesmo no caso de enlouquecer, não quero saber de ninguém que tome banho pela manhã. Melhor dizendo, ninguém que tome banho só pela manhã. Se tomar mais de um durante o dia tá ótimo, mas só pela manhã é absurdo!
Uma pessoa asseada toma banho pela manhã se durante a madrugada fez algum tipo de atividade física, transou, saiu pra balada, dançou...ou se tá no verão e acorda suada e aí sim, precisa de um banho. Pessoa limpinha toma mais de um banho. Até dá pra tomar só um, no inverno, por exemplo, isso é tranquilo. Mas do banho da noite antes de dormir não se pode escapar. Como é que alguém consegue não tomar banho antes de dormir, tendo passado o dia inteiro trabalhando, pegando fuligem dos carros, tomando ônibus, recebendo todo tipo de ar contaminado de vírus, bactérias, fungos... arg!!! Sem falar que mesmo parada em casa a pessoa passa o dia transpirando, largando gordura e células mortas da pele. Aí, depois de tá imunda, chega a hora de deitar na cama, que deveria ser o lugar mais limpo da casa( eu acho) a pessoa se deita e dorme. Às vezes dorme com a mesma roupa que passou o dia inteiro, fica com a calcinha/cueca suja...arg, arg, arg!!!!! E ainda tem o disparate de ir com enxerimento se escalando pra se dá bem, a criatura toda suja. Que horror!! arg, arg, arg, arg, arg, arg, arg!!! (8 vezes) Deusmelivre!!! Nem com camisinha de corpo inteiro...

Qual é a lógica de tomar banho de manhã? Se quando a pessoa menos se suja é quando tá dormindo? Toma banho pra depois começar a se sujar na rua. É que nem escovar os dentes logo que se acorda, depois tomar café da manhã e sair sem escovar os dentes de novo. Outro absurdo! Tem que escovar duas vezes ou se for escolher uma vez só, porque duas vezes ficaria muito perto uma da outra, que escove depois do café e não antes. Alguém já ouviu falar em escovar os dentes antes das refeições? Claro que não, é sempre depois. Aff!

Sendo assim, pra mim é critério de seleção: tem que tomar banho de noite antes de dormir, caso contrário vai dormir na sala, comigo não.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Ponto Final


Fiquei tão impactada com o filme que assisti ontem que precisei escrever a respeito. Trata-se de MATCH POINT, um filme não tão novo do Woody Allen, que eu gosto muito, e com a lindíssima Scarlett Johansson.

O roteiro não é novo, uma adaptação de Crime e Castigo do Dostoyevski que é outro que eu gosto muito por sempre conseguir ir às profundezas da sordidez humana. O protagonista, um belo e jovem rapaz que casa-se por conveniência com uma burguesinha e apaixona-se por uma “inconveniente” atriz fracassada. No filme pelo menos, ele não é exatamente o que se pode chamar de um mau caráter. É apenas um cara ambicioso, oriundo da classe média irlandesa que almeja “subir na vida”. É também muito hábil em aproveitar a sorte de ser jovem, belo, inteligente e estar no dia certo, na hora certa, conhecendo as pessoas certas que o levarão ao cerne de uma tradicional e riquíssima família inglesa. A não ser pela “pulada de cerca”, ele não faz nada ilegal, nada desonesto ou nada que a moral capitalista recrimine, condene ou puna com prisão ou censura. Torna-se em pouco tempo, além de rico, um “bom” homem de negócios e um “bom” marido.

Mas, até mesmo para um ambicioso, a felicidade está, também, no amor. O amor que potencializa, que diverte, que encanta, que excita a vida.

Acontece que não é só o amor que tem a capacidade de produzir tão importantes sentimentos para a alma humana. O dinheiro também faz isso. Quem é pobre, com dinheiro fica rico. Quem é feio, com dinheiro se arruma, faz plástica e fica bonito. Quem é medíocre pode ser o melhor. Quem é triste pode ir à terapia, às compras no shopping e ficar feliz. Quem é desonesto pode se safar. Quem vê tudo cinza pode se encantar com as mais diversas e belas artes produzidas pela humanidade. Quem está entediado pode brincar com os filhos ou se excitar com vários(as) amantes - e sustentá-los(las)!!!

Sem hipocrisias, nessa sociedade o dinheiro também pode potencializar o que há de melhor nas pessoas e pode deixá-las permanentemente encantadas, excitadas e contentes. Ou alguém pensa que a burguesia é infeliz? Que dinheiro não traz felicidade? Pieguices à parte, eles são felizes e muito. Só pelo fato de terem tempo de usufruir das coisas boas da vida – artes, família, amigos, comidas, bebidas, natureza, luxos, viagens - sem ter que trabalhar feito um condenado pra viver, já faz dos burgueses pessoas muito felizes. Para além disso que o dinheiro compra, eles ainda também tem direito ao amor e amor de verdade. Burguês também ama. Aí, para estes, com dinheiro e amor, é só viver em plenitude!

O burguesinho bonito e apaixonado do filme, depois de tantos momentos de sorte, teve o azar de o amor entrar em conflito com o dinheiro (algo bem incomum nessa classe social, pois normalmente aí, essas duas coisas andam casadas). Então, ele teve que escolher. E fez a escolha óbvia para existência* dele.

O filme me impactou não pela resolução final do enredo criado, e sim pela profundidade, o peso e a contradição dos sentimentos envolvendo a personagem do rapaz ambicioso. Minha consciência é a da minha classe e a da minha existência, tenho poucas coisas, então fico com náuseas quando me deparo com os sentimentos sórdidos que a posse de riquezas materiais pode causar. Pensei no dia em que quis (por alguns minutos apenas, mas quis) esganar o adolescente que roubou a minha máquina fotográfica no último dia de viagem a Buenos Aires. Imaginem o que eu não quereria se me estivesse ameaçado todo um império em patrimônios?!

Marx explica (não justifica) o porquê de tantos Paloccis, Delúbios, Dirceus, ACM’s, Collors, Sarneis, Maluf’s,etc... Roubar, matar, enganar, trair tem valor diferente dependendo de quanto você tem no banco, ou se você ao menos tem conta corrente.

* A existência determina a consciência. (Karl Marx)

terça-feira, 10 de maio de 2011

Dormência


Por falar em droga
Vício me lembra o teu gosto e tua pegada
Que ontem me deixou completamente embriagada


Por falar em praga
Não consigo trabalhar, não consigo fazer nada
É como se eu estivesse totalmente adoentada


Por falar em flagra
Me peguei sorrindo à toa, sonhando acordada
Pensando que estou sinceramente apaixonada

domingo, 8 de maio de 2011

Filha de peixe, corujinha é


Uma é bem normal, a outra é muito bonita ( e sabe disso!)
Uma tem uma luta fundamental, a outra luta pelo que acredita
Cada uma escrevendo uma história legal nesse mundo que por hora habita

O mesmo jeito de andar, a mesma seriedade no rosto
Nada parecidas no pensar, poucas coisas de mesmo gosto
Pela cara não há como negar, mas no resto são quase o oposto

Em comum tem a sensibilidade e o grande respeito pela vida
Uma sonha com o fim da crueldade e pelos frágeis age de forma aguerrida
A outra briga por iguadade e por um mundo justo segue destemida

Duas pessoas fisicamente distantes, ligadas pelo cordão umbilical
Duas mulheres militantes, cada uma com o seu ideal
Duas criaturas interessantes unidas por um imenso amor maternal(ou filial!)

*Orgulhosamente, para mamãe.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Dívida eterna


Não te devo mais nada
Não te devo a verdade e nem tenho que te dar satisfação
Conheces bem minha liberdade e sabes que dela
não vou abrir mão

Não te devo mais nada
Já paguei tudo que devia. Já te dei tudo que havia
Já te dei toda a alegria. Já sofri tudo que podia.

Não te devo mais nada
Nem sexo, nem carinho, nem companhia
Já te provei que te quero até mais, muito mais do que deveria

Eu não te devo mais nada
Pare de me cobrar em silêncio os juros dos erros que cometi
Pare de sofrer calada por intuíres coisas que eu te menti

Eu não te devo mais nada
Mesmo assim vivo um tormento profundo
Sinto minha dívida ainda ativa
Como o príncipe pequeno que leva as dores do mundo
E que se sente responsável por aquilo que cativa

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Vás


Distantes estão os que nunca se encontraram
Os que moram ao lado e não se sabem
Os que vivem juntos e nunca se amaram
Que sequer se conhecem e nem se percebem

Nós ultrapassamos as fronteiras do que é físico
O amor pode ser comparsa ou vítima dos frios espaços
E também do tempo que solidifica o que fora líquido
Que faz apurar apenas a essência dos nossos laços

Não te perturbes e sofra tanto meu bem querer
Eu também sou parte tutora daqueles que cativas
Eu sempre serei e não há como isso reverter
Estarei aqui junto a ti ou por onde tu prossigas

Veja bem, a vida é bela e as pessoas mal sabem.(que pena!)
Os dias passam ingratos e parados a nossa revelia
Rápido! Sigamos em frente... As portas se abrem
Sei que a gente será pra sempre... mas sempre não é todo dia

domingo, 24 de abril de 2011

A História depende de quem conta



Versão 1: "Finalmente as ilhas do Caribe deixou de pagar tributos, porque desapareceu: os indígenas foram completamente exterminados nas lavagens de ouro, na terrível tarefa de revolver as areias auríferas com a metade do corpo mergulhada na água, ou lavrando os campos até a extenuação, com as costas dobradas sobre os pesados instrumentos de aragem trazidos da Espanha. Muitos indígenas da Ilha Dominicana antecipavam-se ao destino imposto por seus nosvos opressores brancos: matavam seus filhos e se suicidavam em massa." (Eduardo Galeano, As veias abertas da América Latina. Motevidéo/1970)

Versão 2: "Os índios não foram totalmente exterminados. Seus gens subsistem nos cromossomos cubanos. Eles sentiam uma tal aversão pela tensão que exige o trabalho contínuo, que alguns se suicidam antes de aceitar o trabalho forçado(...)Muitos deles, por passatempo, mataram-se com veneno para não trabalhar, e outros se enforcaram com as próprias mãos" ( Gonzalo Fernádez de Oviedo, Historia general y natural de las Índias. Madri/1959)

Qual a versão verdadeira?
Eu diria que: como "a existência determina a consciência"(Marx), depende da existência de quem lê.