domingo, 4 de dezembro de 2011

Sexualidade e cócegas: como conviver com a doença?


A sexualidade é uma doença que nem cócegas. As pessoas nascem com isso e carregam pra vida inteira.
Tem gente, a maioria estatisticamente, que tem cócegas na barriga e no pé. Há outros, em menor número, que sentem também embaixo dos braços e algumas até se acabam de rir se alguém chega perto do seu pescoço. É uma doença crônica que a maioria descobre ainda criança. Pode até ser que ela nunca se manifeste e que a pessoa nunca descubra, mas isso só se as pessoas não forem estimuladas, pois basta lhes encostar uma pena no pé e então podem até mijarem-se de rir. Não há risco algum de morte e muito menos de contágio. Pode-se viver bem e levar uma vida completamente normal sentindo cócegas, inclusive em períodos de crise. Nestes períodos, há relatos de que após uma crise de riso em decorrência de cócegas, a pessoa se sente até melhor que antes, pois ficam apenas com uma enorme sensação de prazer.
A sexualidade da mesma forma. É uma doença congênita que muitos descobrem ainda criança. Outras pessoas, por não serem estimuladas, não descobrem nunca. Os que controlam demais a doença, relutando às suas mais diversas manifestações, acabam por ter poucas e às vezes insignificantes crises. Diferente da cócega que o sintoma é o riso frouxo, o diagnóstico da afloração da sexualidade é o tesão e orgasmo. Como efeito da doença, a maoiria (estatisticamente) sentem orgasmos com penetração. Outros podem gritar de prazer com sexo oral. Um número menor, mas significativo também, pode chegar ao auge de uma crise dessa enfermidade através de sexo anal. Também esta não é trasmitida, nem verticamente por geração, nem horizontalmente de pessoa pra pessoa. Essas duas doenças ocorrem em ambos os sexos e em todas as etinias, não importando condição econômica ou mesmo religião. Não há o que temer, por mais que haja uma enorme confusão, desinformação e tabu acerca delas. Não há remédio e nem cura para nenhuma das duas; o importante então é relaxar e conviver com elas. Você pode até encubá-las e sufocar uma crise de cócegas e a sua sexualidade, mas saiba que elas estão aí dentro, prontas pra aparecer e deixar você acabad@ e cansad@ de riso ou orgasmo. Sinta-se à vontade com sua doença e ao perceber a mesma doença no próximo, haja com naturalidade. Ninguém merece ser tratado diferente por conta de sentir cócegas ou por ser uma pessoa com vida sexual ativa. Inclusive, se encontrar indetificação e reciprocidade na doença de outra pessoa, aproveite para trocar "figurinhas", trocar carinhos, trocar amor. Cutuque ele ou ela, penetre nele ou nela, deixe-se tocar e penetrar por ele ou por ela. Você vai ver que gargalhando e gozando mais a sua vida vai ficar bem melhor.

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