
Realmente ele custa muito caro. Mas é que ele demorou muitos anos pra ficar assim desse jeito; com esse cheiro único e com essa forma delineada de seios perfeitos e de ancas baixas.
O valor dele não é medido apenas por horas trabalhadas + o lucro embutido. Ele vale também pelo quanto saiu a passear pelas ruas e os lugares que conheceu. Vale pelo quanto balançou ao vento no ritmo de passos elegantes. Vale o quanto ocupou espaço no guarda-roupa e no varal ao sol daqueles dias de primavera.
Esse cerzido perto do fecho não é um problema, na verdade foi a solução encontrada, consequência da pressa pra se livrar daquele zíper inoportuno.
Trouxe aqui nessa loja de usados não por ele estar velho, não por valer pouco, ao contrário, trouxe aqui por não encontrar butique ou shopping à altura dele. Essas modernidades não estão com nada, estão fora da minha moda e me enjoam.
Por que me desfaço dele? Ah meu amigo!! A vida é assim mesmo... Eu é que estou me desfazendo aos poucos, a vida não tem sentido sem ela e preciso dar outra vida a esse vestido antes que eu morra de saudades.


3 comentários:
Era seu o vestido?
Dá pra mim... Rs.
Ele tá meio passadinho mesmo, né?
Deve ser um Victor Valentim na primeira edição...rsrs
Guarda a lembrança. As fotos com ele.
Tenho feito isso.
Um monte de coisa foi pro lixo.
E só depois foi que vi o quanto pesavam sobre minhas costas...
Levo na memória. Até quando forem importantes. Quando não mais, o esquecimento se encarrega de finalizar tudo...
Beijos
Ai ai quanta melancolia por aqui...
Mas aproveitando o ensejo do ano que chega, façamos a campanha: DESCARTE SUAS RELÍQUIAS DE ESTIMAÇÃO, que só as temos por puro capricho e/ou apego, na maioria das vezes...
Com certeza nos sentiremos muito melhores.
Desejando também, que aquelas que ainda não formos capazes de fazer o 'descarrego', sejam uma carga mais amena...
Ou pelo menos uma promessa de ano novo :)
Beijos, Edinha
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