domingo, 31 de janeiro de 2010

UMA HISTÓRIA DE AMOR II

Parecia impossível, éramos seis...

Parecia intransponível, mas não era...

Parecia improvável, tantas provações...

Parecia inressistível, e era...


Parecia infalível, planejamos...

Parecia insuportável, aguentamos...

Parecia inrecuperável, perdoamos...

Parecia incrível, conseguimos...


Parecia destrutível, regenerou-se.

Parecia flexível, enquadrou-se.

Parecia plausível, machucou-se.

Parecia possível, renovou-se.

UMA HISTÓRIA DE AMOR I


Nem sabia como era

Tinha uva e pinhão, depois não tinha

Tinha calor e frio, no meio não tinha

Mas depois tinha a primavera


Achei que fosse só difícil

Mau humor, duas blusas, família feliz

Mas foi quase insuportável

E ficou tudo por um triz


As amoras do museo

A turma da patrocínio(dia sim, dia não)

O pesto e o super

O Pimpolho e a Alice


A impressão de que não tem jeito

E a angustia que dá no peito

Depois seguir sonhando, acreditando, lutando...

Nos faz iguais, nos faz diferentes...


Já é coisa demais.


Pra que então o pudim

Se já ganhei o David Bowie?

Porque quero saber se mudou tudo, se tá igual

Aquele amor de vera, amor real.

Cínico-anarquista


Como é necessário
definições, assumo:

- Sou pela Revolução dos Oprimidos;
pelo Coitus Ininterruptus;
pela Phoda Permanente; e
pelo Orgasmo Coletivo.
(César Sobreira)

Segredos íntimos e lógicos


sábado, 30 de janeiro de 2010

PARA MSL


Fico em teu domínio

Toda vez que vejo tua imagem

Não me sai da retina as cônicas do teu corpo senoidal

Fico oblíqua com tantas variantes

Tudo que queria era uma solução integral e exata

Mas, por mais que eu calcule

Não encontro um denominador comum

Nesse triângulo amoroso

Sinto-me o resto de uma divisão imperfeita

A hipotenusa

Que só estará firme e multiplicada em sua própria alegria

Se elevar ao quadrado a felicidade de ambos os lados que a completam:

A matriz e sua incógnita

Incógnita constante e diferencial de todas as outras

Que enlouquece os meus gráficos lineares

Pela distância infinitesimal

Diretamente proporcional

Ao meu encanto incomensurável.

Explicações


Encantar-me é fácil
Dou valor a coisas simples
Mas aí é o complicado
É difícil esperar encanto
de um momento inesperado

Minha rotina é querer mudanças
Não mudar nunca é o que pretendo
Arrisco minha morte pela vida
Não quero ir vivendo, esperando, morrendo

Peco pela dureza
De impor sensibilidade
A tudo que é frágil
Divino e que se move
Concebido profanamente sem pecado

Afirmo que o pecado não existe
Assim como a oportunidade
Da plena bondade
O que há é a maldade
de não termos oportunidade

Tenho fé no coletivo, na natureza
É sobrenatural acreditar na pureza
De um Deus do qual não se tem
A menor certeza

Vou duvidar do óbvio
e crer no impossível
escrever pode ser um alívio
e quem sabe curar minha dor
seja possível

Aqui vou ter algumas inquietações
Um olhar sobre esse mundo
Cheio de contradições