quarta-feira, 25 de agosto de 2010

É assim que se resolve


Não tem como fazer um bolo sem farinha e fermento.
Nem como fabricar uma cadeira sem martelo e pregos.
Se você não quer sentar-se à mesa para se deliciar do bolo
Suma com a farinha, o fermento, o martelo e os pregos.

Não tem como amar sem sofrer de culpa e de ciúmes
Nem como ser feliz sem amor e sem companhia
Se você não quer chorar e sentir saudades de madrugada
Suma com a culpa, os ciúmes, o amor e a companhia

Pretensa perfeição



Procuro a essência dos pensamentos mais profundos
Disseco-os, julgo-os
Obtenho a excelência dos sentimentos mais humanos
Humano no sentido animal, social
Não no sentido usual

Nunca ser cruel
Ser uma espécie de bedel do meu próprio alter-ego
Não um juiz neutro, sem lado...
Isso me nego
Aceito até um axioma como dado
Contanto que ele não seja cego

segunda-feira, 16 de agosto de 2010


“...A vida era uma questão de abrigo e comida. Para conseguir abrigo e comida os homens vendem coisas. O comerciante vende sapatos, o político vende seu humanismo e o representante do povo, com exceções é claro, vende sua credibilidade; enquanto quase todos vendem sua honra. As mulheres também, nas ruas ou na sagrada relação do casamento, estão prontas a vender seus corpos. Todas as coisas são mercadorias, todas as pessoas compradas e vendidas. A primeira coisa que o trabalhador tinha para vender era a força física. A honra do operariado não tinha preço no mercado. O operariado tinha músculos e somente músculos para vender.(...)
Era o mesmo em todo lugar, crime e traição, traição e crime – homens que estavam vivos não eram honestos nem nobres; homens que eram honestos e nobres não estavam vivos. Então havia uma grande massa sem esperanças, nem nobre nem viva, mas simplesmente honesta. (...) Se fosse nobre e viva, não seria ignorante, e teria se recusado a dividir os lucros do crime e da traição.
Percebi que não gostava de viver no andar de luxo da sociedade. Intelectualmente era aborrecido. Moralmente e espiritualmente, eu estava doente.(...)
Então, voltei à classe operária, na qual havia nascido e à qual permanecia. Não me preocupava mais em subir. O imponente edifício da sociedade não guarda delícias para mim acima da minha cabeça. São os alicerces do edifício que me interessam. Lá eu estou contente de trabalhar, de ferramenta na mão, ombro a ombro com intelectuais, idealistas e operários com consciência de classe, reunindo uma força sólida agora para mais uma vez pôr o edifício inteiro a balançar. Algum dia, quando tivermos poucas mãos e alavancas a mais para trabalhar, vamos derrubá-lo, com toda sua vida em putrefação e sua morte insepulta, seu egoísmo monstruoso e seu materialismo estúpido. Então, vamos limpar os porões e construir uma nova moradia para a espécie humana, onde não haverá andar de luxo, na qual todos os quartos serão claros e arejados, e onde o ar para respirar será limpo, nobre e vivo.
Está é a minha perspectiva. Vejo à frente um tempo em que o homem deverá progredir em direção a alguma coisa mais valiosa e mais elevada que seu estômago, quando haverá maiores estímulos para levar os homens à ação que o incentivo de hoje, que é o incentivo do estômago. Conservo minha crença na nobreza e excelência da Humanidade. Acredito que a doçura e o despojamento espiritual vão superar a gula grosseira dos dias de hoje. E, no fim de tudo, minha fé está na classe trabalhadora. Como tem dito um francês: ‘A escada do tempo está sempre ecoando com um tamanco subindo e uma bota polida descendo’.” (novembro de 1905)

Autor: Jack London(1876-1916, EUA)
Trecho de “A paixão do socialismo” – de vagões e vagabundos e outras histórias. L&PM. São histórias basicamente autobiográficas de alguém que vivem pouco, porém um vida repleta de aventuras e experiências.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Clima em Poa - sexta-feira, 13 de 08



Temperatura:mínma 8° - máxima 18°
Condições: Muitas nuvens e ventania
Umidade: Elevada
Direção do vento: MSL
Pressão:1015pa
Visibilidade: Turva

Oh! Vento minuano,
Sopra e leva esse momento!
Passe inverno desse ano!
Chova tudo e lave meu pensamento!

A bruxa se soltou



Bastou um olhar e fixei
Bastou um sorriso e paralisei
Bastou um sonhar e pensei:
Yo no creo en "sina"
Pero es mejor beber mi "vacina"
Bastou! Você me alucina!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Dá-me a paz


Em pleno século XXI
E ainda há discórdia
Em pleno século XXI
E os céus desabam por mixórdia

Ainda o tempo e a distância se perpetuam
Ainda o pecado existe
Por séculos e séculos além

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Afirmação, a negação da negação


Será que menti quando falei a verdade?
Será que falo a verdade quando minto?

A quem estou enganando?
Será tudo um engano?
Será que ninguém está enganado?

A mentira tornou-se verdade após a repetição.
Neguei a mentira para se tornar verdade.
Repetir a verdade fará dela uma mentira.
Negarei a verdade para se tornar mentira.

Ou será que estou enganada?

quarta-feira, 28 de julho de 2010

"Perdas" e ganhos


Fazer aniversário é ao mesmo tempo perder mais um ano de vida, mas é também ganhar mais um ano de de vivências, de experiências, de perdas e de ganhos. Coloquei no título perdas entre aspas porque nem sempre as nossas perdas são perdas mesmo. Alguns vezes sim, são perdas irreparáveis, tipo a minha gatinha que nada no mundo vai trazer ela de volta pra mim. Essa foi A perda...Phoda!!! Mas as vezes são perdas que se transformam em outras coisas, tipo: um amor que se perdeu e virou amizade; um trabalho que se perdeu e se transformou em experiência profissional; uma cidade que deixamos de morar, mas não a perdemos, ela ainda está lá pra gente voltar a qualquer momento... isso tudo são perdas, porém são perdas entre aspas.

Eu, e acho que 99% das outras pessoas também, tenho costume de reclamar do que eu perdi. Natural isso, acho tem que reclamar mesmo pra gente não perder o senso de insatisfação que é o que faz o mundo avançar.

Reclamo que perdi a disciplina da faculdade por falta; reclamo que perdi o aniversário de uma grande amiga(pra tu Bond's); reclamo que perdi ponto vacilando com minhas amigas do coração; reclamo que perdi o avião e só consegui outro 5h depois; reclamo que minha máquina fotográfica foi roubada por um hermano fdp, reclamo então que perdi 200 fotos da minha viagem de aniversário pra Buenos Aires; enfim...reclamo horrores. Adoro reclamar!

Mas a gente precisa aprender a considerar e saudar o que a gente ganha na vida e é por isso que eu escrevo agora, pra dizer o que eu ganhei: Ganhei uma cidade (Poa); ganhei diversas viagens lindíssimas; ganhei no mínimo 3 grandes amores maravilhosos( eu não ganho nem par ou ímpar, mas no amor sou de uma sorte invejável); ganhei ou comprei ap, carro e tudo o mais de material que alguém precisa pra viver legal; ganhei 1kg e meio nessa minha última viagem; ganhei festa de aniversário surpresa mesmo sem eu estar presente; ganhei dezenas de parabéns tri doces de amigos super carinhosos; ganhei cabelos brancos super sexy; o meu time Inter ganhou do São Paulo de 1x0; etc

Daqui pra frente eu vou tentar lembrar e dar mais importância as coisas que eu ganho nessa vida que está cada dia mais longa, felizmente.

Minha amada amiga guriazona, esse post eu dedico a ti que é uma das melhores coisas que eu ganhei vindo morar nessa linda cidade. Vou te levar comigo no coração sempre, não importa onde nós duas estivermos. Obrigada por todo o teu carinho e pela linda e doce surpresa!! (aliás, bota doce nisso...hehehe)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Como dois pagãos II


Olharam-se como se fossem cúmplices
Beijaram-se como se fossem embora
Tocaram-se como se fossem únicos
Pesaram como se flutuassem
Gritaram como se estivessem presos
Respiraram como se estivessem sufocados
Dormiram como se estivessem cançados
Sonharam como se fosse realidade
Acordaram como se tivessem dormido
Sentiram como se tivessem amado

Como dois pagãos I


Não olharam por fora, olharam por dentro
Não perguntaram nome, perguntaram onde
Não perderam tempo, perderam juízo
Não falaram palavra, falaram gestos
Não sentiram cheiro, sentiram gosto
Não usaram força, usaram pele
Não foram longe, foram além
Não tiveram cansaço, tiveram exaustão
Não sentiram culpa, sentiram tesão

terça-feira, 20 de julho de 2010



" O menor de todos os felinos é uma obra-prima." (Leonardo Da Vinci)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Banzo


Demoro ainda
em derramar meu pranto
Carrego por gosto
um banzo dolorido

Há presença ainda
em cada canto
Dessa ausência que deixou
tudo descolorido

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Minha florzinha murchou!


Ela queria ser linda pra mim.
Por isso tomava tanta água e pegava tanto sol.
E eu me esbaldei de alegria por ela ser tão doce, tão feliz.

Hoje o meu dia descarregou. Umas das minhas fontes secou.
Eu sabia que hoje faltaria energia, ela me avisou.
Faltou porque se transformou em caloria e deixou de emanar alegria.

Minha florzinha murchou e vai virar adubo, vai virar lembrança, vai virar saudade.
O fim do dia chegou, sem fonte, sem alegria, sem flor.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Que fome!


Acabou o biscoito
Acabou o pudim
Não gosto de Coca-cola
Hoje tá tudo ruim
Tenho uma Isabela na minha frente
Mas não posso comê-la
Só me resta então ficar com uma pêra

*feito com a preciosa ajuda da Bebel

terça-feira, 6 de julho de 2010

Foi mal...


Quero mudar a sociedade
Parar com o acúmulo de misérias
Com o negócio de vidas
Acabar com o desumano
Recriar o animal
Quero uma sociedade
Onde todo sócio seja pra tudo um amigo

Quero mudar a amizade
Parar com o acúmulo de mesquinharias
Com o negócio de favores
Acabar com os segredos
Recriar a confiança
Quero uma amizade
Assim meio de verdade
Para além dessa sociedade
Quero a amiga "sócia"

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Felicidade é o desejo da repetição.


"O amor entre o homem e o cão é idílico. É um amor sem conflitos, sem cenas dramáticas, sem evolução. Em torno de Tereza e Thomas, Karenin traça o círculo de sua vida, baseada na repetição, esperando deles a mesma coisa.
Se Karenin fosse um ser humano e não um animal, certamente já teria dito à Tereza, há muito tempo: 'Escuta, não acho graça de todos os dias ter que levar um croissant na boca. Não poderia descobrir uma bricadeira diferente?' Essa frase contém toda a condenação do homem. O tempo humano não gira em círculos, mas avança em linha reta. Por isso o homem não pode ser feliz, pois a felicidade é o desejo da repetição.
Sim, a felicidade é o desejo da repetição, pensa Tereza.
Quando o presidente da cooperativa ia passear com seu porco Mefisto depois do trabalho e encontrava Tereza, nunca deixava de dizer: - Dona Tereza! Se ao menos eu e ele nos tivéssemos conhecido antes! Teríamos saído juntos para paquerar as garotas! Nenhuma mulher resiste a dois porcos juntos! - Ouvindo essas palavras, o porco grunhia - tinha sido treinado para isso. Tereza ria, apesar de saber de antemão o que lhe diria o presidente. A repetição não tirava o encanto da brincadeira. Ao contrário. No contexto do idílio, até o humor obedece à doce lei da repetição."

*Para mim, eis o conceito mais completo do que é felicidade. Trata-se de um trecho do livro de Milan Kundera, A Insustentável Leveza do ser, em sua Parte sétima - O sorriso de Karenin, capítulo 4.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Parecia que não pereceria



Minha fonte ao fim do dia
Alimentei-te de amor
Dei-te confiança e energia
Pagaste-me mais, dando-me
apenas a pureza da tua companhia
Já era tanto, já era tudo
me bastava só a tua alegria
Dar-te-ia tudo que tenho
e mesmo assim sinto que ainda te deveria

Minha fonte ao fim do dia
Devo-te respeito e a segurança
de que ficarei sempre de vigia
Peço-te apenas que me avise quando chegar o dia
Tua dor é minha e eu nunca te faltaria
Estarei contigo até ver transformada
a tua, na minha agonia

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Na ilha por vezes habitada


"Na ilha por vezes habitada do que somos, há noites,
manhãs e madrugadas em que não precisamos de
morrer.
Então sabemos tudo do que foi e será.
O mundo aparece explicado definitivamente e entra
em nós uma grande serenidade, e dizem-se as
palavras que a significam.
Levantamos um punhado de terra e apertamo-la nas
mãos.
Com doçura.
Aí se contém toda a verdade suportável: o contorno, a
vontade e os limites.
Podemos então dizer que somos livres, com a paz e o
sorriso de quem se reconhece e viajou à roda do
mundo infatigável, porque mordeu a alma até aos
ossos dela.
Libertemos devagar a terra onde acontecem milagres
como a água, a pedra e a raiz.
Cada um de nós é por enquanto a vida.
Isso nos baste." José Saramago

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Engano


Desculpe! Foi engano
Eu liguei pra outra pessoa
Que tinha essa mesma voz
Mas era outro tom
Era um tom que me enrubescia

Desculpe! Foi engano
Eu achei que era outra pessoa
Que tinha esses mesmos olhos
Mas o olhar era outro
Era um olhar que me enudecia

Desculpe! Foi engano
Eu procurava por outra pessoa
Que tinha esse mesmo nome
Mas a pessoa era outra
Não era você, eu que me iludia

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Sem mais nem menos...


Tenho estado menos calada que observada
Menos observada que questionada
Menos questionada que respeitada
Menos respeitada que controversa
Menos controversa que perdida
Menos perdida que crítica
Menos crítica que ansiosa
Menos ansiosa que apressada
Menos apressada que desanimada
Menos desanimada que aberta
Menos aberta que assediada
Menos assediada que apaixonada
Menos apaixonada que amada
Menos amada que calada

Tenho estado mais calada que contente
Mais contente que triste
Mais triste que séria
Mais séria que sensível
Mais sensível que forte
Mais forte que sensata
Mais sensata que ousada
Mais ousada que esperta
Mais esperta que inteligente
Mais inteligente que interessante
Mais interessante que apaixonante
Mais apaixonante que verdadeira
Mais verdadeira que exposta
Mais exposta que calada

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Pra tu...


Nem todo ser humano tem dignidade
Nem todo dia se faz uma bela amizade
Nem todo sorriso é sinal de fraternidade
Nem toda amizade se faz com afinidade
Nem todo grande amigo está na mesma cidade
Nem toda distância é antônimo de proximidade
Nem todo segredo guardado demonstra lealdade
Nem toda linda mulher é uma beldade(pra mim não)
Nem todo beijo na testa é uma possibilidade
Nem toda tecnologia mata a saudade
Nem todo parabéns comemora uma idade
Nem toda Mônica é uma Bond's de verdade
Nem toda hora eu tenho oportunidade
de dizer que eu te adoro com toda a sinceridade

domingo, 30 de maio de 2010

Reconhecendo-me


Porto Alegre me mostrou
que tenho sotaque,
que tenho família.
Família de gente cabra da peste.
Mostrou que sou do nordeste,
com muita alegria.

Porto Alegre me ensinou
o que é sentir frio
e que aqui também tem calor,
tem estio.
Aqui tem até o mesmo nome:
é verão.
Mas o verão aqui não tem a cara da fome.

Outro dia falava a um fulano
que gaúcho peleia muito
mas nem de longe tem o tutano
do povo esquálido lá de cima
que mesmo diante de qualquer clima,
de qualquer sina,
nunca desanima.

Aqui tem muita coisa boa
Cobertor de orelha, parques...
Eu adoro Poa!
Porto Alegre me mostrou
que por mais distante que eu vou
nunca largarei as marcas de onde eu sou.

Marca que tá na minha cara
Da mistura feita na Terra do Sol
De gente miúda e de pele queimada
Gente sempre muito bem humorada
Que não tem a beleza padrão daqui
Mas que endoidece a vida
de muito gente por aí,
do Oiapoque ao Chuí.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Vale à pena conferir...


O cinema, assim como a música e a literatura, me emociona, me ensina, me instiga, me excita, me comove, me questiona, me surpreende. É o papel da arte, se não, pra mim pelo menos, não é arte.
Como se pode ver, não sou muito eclética, respeito muita coisa que chamam de arte, mas verdadeiramente gosto de poucas. Algumas coisas sequer respeito, falo mal mesmo. Sendo assim não sou a melhor pessoa pra sugerir filmes, não sou o que se pode chamar de cinéfila e nem sou alta conhecedora de cineastas, técnicas de filmagem, atores, diretores, etc, mas me atrevo a fazê-lo, afinal o blog é meu mesmo...rsrs

Bertolucci – É sempre um êxtase. Sempre um pano de fundo que por si só já é um espetáculo, sugiro: Os Sonhadores, O Céu que nos protege e O Último Tango em Paris
Tarantino – A violência irônica dele me surpreende e aterroriza com arte. Sugiro: Bastardos Inglórios, Pulp Fiction e Kill Bill.
Almodóvar – A crueza das cenas, o seu método eficiente de mostrar a hipocrisia e beleza das relações humanas me faz gostar até do seu pior filme, vou sugerir apenas três: Volver, Tudo sobre minha mãe, Mulheres à beira de um ataque de nervos.
Ken Loach – A coerência e sensibilidade dele me emocionam e, pra mim, faz dele o melhor. Poderia sugerir todos, mas...: Terra e Liberdade, Ventos da Liberdade, Pão e Rosas.
Chaplin – Um gênio de sua época. Ninguém deveria morrer sem assistir ao menos um desses três: Tempos Modernos, O Grande Ditador, o Garoto
Eisenstein – Muito clássico. Difícil pra quem não vive sem celulares e internet. Mas é outro gênio de sua época. Só sugiro dois, pois foi o que assisti: O Encouraçado Potekim e Outubro.
Bergman – Não gosto. Respeito, mas não gosto. Então não sugiro.
Guel Arraes – Ele ainda tem muito talento pra mostrar. Sugiro: Alto da Compadecida, Lisbela e o Prisioneiro, e, um que ainda não assisti, mas tô cheia de expectativa, Romance
Sérgio Bianchi – Só conheço três e recomendo todos: Quanto vale ou é por quilo?, Cronicamente inviável e os Inquilinos.
Jorge Furtado – Este deveria ter ficado quieto depois de Ilha das Flores. Infelizmente não ficou.
Truffaut – Não é meu estilo de jeito nenhum, mas eu respeito muito e até sugiro Julles&Jim e A Mulher do Lado.
Bunuel – Também não sou fã, mas é um clássico que tem sua validade. Sugiro: A bela da tarde, O discreto charme da burguesia, Um cão Andaluz.
Spielberg – Gosto da versatilidade dele. Sugiro: A cor púrpura, AI-Inteligência Artificial, O Terminal
Michael Moore – Odeio a incoerência dele misturada com a coerência dos seus filmes. Sugiro: Tiros em Columbine, Fahrenheit 9/11, Sicko – SOS Saúde.
James Cameron – Não gosto do estilo, mas tenho que sugerir o Avatar, é muito belo.
Wood Allen – Prefiro os mais novos. O tempo lhe deu algo mais além de experiência. Sugiro: Vicky Cristina Barcelona, Melinda e Melinda, Tudo pode dar certo (sugiro pra mim mesma, não assisti ainda)
David Lynch – Não gosto. Muita viagem pra minha cabeça. Mas tem um que eu sugiro: Cidade dos Sonhos.
Polanski – Não gosto do estilo, nem um pouco. Mas me rendo ao Lua de Fel.
Walter Salles – Se existisse burguês progressivo, este seria um. Faz excelentes filmes de deixar qualquer europeu no chinelo. Sugiro: Terra Estrangeira, Abril despedaçado e Paris- Eu te amo (o curta dele é o melhor dentre todos)
Hans Weingartner – Só conheço um filme dele. Mas é um dos melhores que já assisti na vida: Edukators
Philip Kaufman – Por mim ele poderia encerrar a carreira com chave de ouro quando fez A insustentável leveza do ser, ficou tão bom quanto o livro. Mas depois ainda fez um que vale a pena também: Herry&June
Glauber Rocha – É demais pra minha cabecinha. Não sugiro nada, mal consegui assistir Terra em transe. Mas pra quem gosta de maluquice esse é ótimo.
Scorsese - Sugiro: Taxi Driver, Gangues de NY, A última tentação de Cristo.
Jim Jarmusch - Ele diz fazer filmes pra poucas pessoas...eu sou uma delas. Sugiro: Sobre Café e Cigarros, Dear man
Vai ficar em aberto para novos acréscimos.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Parafraseando...






"Também não era a minha intenção
Na minha perfeita razão
Mas não podia abrir mão daquela ocasião

Não foi sacanagem, nem empolgação.
Foi pura emoção.

Agora você ficou nessa situação.
Não fale nada, mas também não diga não.
Você não precisa ter correção.
Você tem boa cabeça e melhor ainda é o seu coração.

Eu sei que foi difícil controlar a emoção.
Mas preste atenção.
Não é apenas uma paixão ou muito menos só tesão.

Não nos encontramos em vão.
Então sem fazer confusão.
Na minha opinião.
Não precisa pedir perdão.
Continuaremos a nossa construção."

*Resposta ao meu post anterior, não é meu, por isso está entre aspas.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Perdão


Não foi minha intenção.
Em minha perfeita razão,
Poderia abrir mão.
Não foi sacanagem, foi empolgação.

Agora ficou essa situação:
Não falo nada ou digo não?!
Não tenho mesmo correção.
Pareço não ter cabeça e nem coração.

Eu sei, é difícil controlar a emoção.
Mas preste atenção
É apenas uma paixão
Ou ainda pode ser, só um tesão.

Não nos encontramos em vão
Então, sem fazer confusão
Na minha opinião
Continuaremos nossa construção.