
O cinema, assim como a música e a literatura, me emociona, me ensina, me instiga, me excita, me comove, me questiona, me surpreende. É o papel da arte, se não, pra mim pelo menos, não é arte.
Como se pode ver, não sou muito eclética, respeito muita coisa que chamam de arte, mas verdadeiramente gosto de poucas. Algumas coisas sequer respeito, falo mal mesmo. Sendo assim não sou a melhor pessoa pra sugerir filmes, não sou o que se pode chamar de cinéfila e nem sou alta conhecedora de cineastas, técnicas de filmagem, atores, diretores, etc, mas me atrevo a fazê-lo, afinal o blog é meu mesmo...rsrs
Bertolucci – É sempre um êxtase. Sempre um pano de fundo que por si só já é um espetáculo, sugiro: Os Sonhadores, O Céu que nos protege e O Último Tango em Paris
Tarantino – A violência irônica dele me surpreende e aterroriza com arte. Sugiro: Bastardos Inglórios, Pulp Fiction e Kill Bill.
Almodóvar – A crueza das cenas, o seu método eficiente de mostrar a hipocrisia e beleza das relações humanas me faz gostar até do seu pior filme, vou sugerir apenas três: Volver, Tudo sobre minha mãe, Mulheres à beira de um ataque de nervos.
Ken Loach – A coerência e sensibilidade dele me emocionam e, pra mim, faz dele o melhor. Poderia sugerir todos, mas...: Terra e Liberdade, Ventos da Liberdade, Pão e Rosas.
Chaplin – Um gênio de sua época. Ninguém deveria morrer sem assistir ao menos um desses três: Tempos Modernos, O Grande Ditador, o Garoto
Eisenstein – Muito clássico. Difícil pra quem não vive sem celulares e internet. Mas é outro gênio de sua época. Só sugiro dois, pois foi o que assisti: O Encouraçado Potekim e Outubro.
Bergman – Não gosto. Respeito, mas não gosto. Então não sugiro.
Guel Arraes – Ele ainda tem muito talento pra mostrar. Sugiro: Alto da Compadecida, Lisbela e o Prisioneiro, e, um que ainda não assisti, mas tô cheia de expectativa, Romance
Sérgio Bianchi – Só conheço três e recomendo todos: Quanto vale ou é por quilo?, Cronicamente inviável e os Inquilinos.
Jorge Furtado – Este deveria ter ficado quieto depois de Ilha das Flores. Infelizmente não ficou.
Truffaut – Não é meu estilo de jeito nenhum, mas eu respeito muito e até sugiro Julles&Jim e A Mulher do Lado.
Bunuel – Também não sou fã, mas é um clássico que tem sua validade. Sugiro: A bela da tarde, O discreto charme da burguesia, Um cão Andaluz.
Spielberg – Gosto da versatilidade dele. Sugiro: A cor púrpura, AI-Inteligência Artificial, O Terminal
Michael Moore – Odeio a incoerência dele misturada com a coerência dos seus filmes. Sugiro: Tiros em Columbine, Fahrenheit 9/11, Sicko – SOS Saúde.
James Cameron – Não gosto do estilo, mas tenho que sugerir o Avatar, é muito belo.
Wood Allen – Prefiro os mais novos. O tempo lhe deu algo mais além de experiência. Sugiro: Vicky Cristina Barcelona, Melinda e Melinda, Tudo pode dar certo (sugiro pra mim mesma, não assisti ainda)
David Lynch – Não gosto. Muita viagem pra minha cabeça. Mas tem um que eu sugiro: Cidade dos Sonhos.
Polanski – Não gosto do estilo, nem um pouco. Mas me rendo ao Lua de Fel.
Walter Salles – Se existisse burguês progressivo, este seria um. Faz excelentes filmes de deixar qualquer europeu no chinelo. Sugiro: Terra Estrangeira, Abril despedaçado e Paris- Eu te amo (o curta dele é o melhor dentre todos)
Hans Weingartner – Só conheço um filme dele. Mas é um dos melhores que já assisti na vida: Edukators
Philip Kaufman – Por mim ele poderia encerrar a carreira com chave de ouro quando fez A insustentável leveza do ser, ficou tão bom quanto o livro. Mas depois ainda fez um que vale a pena também: Herry&June
Glauber Rocha – É demais pra minha cabecinha. Não sugiro nada, mal consegui assistir Terra em transe. Mas pra quem gosta de maluquice esse é ótimo.
Scorsese - Sugiro: Taxi Driver, Gangues de NY, A última tentação de Cristo.
Jim Jarmusch - Ele diz fazer filmes pra poucas pessoas...eu sou uma delas. Sugiro: Sobre Café e Cigarros, Dear man
Vai ficar em aberto para novos acréscimos.