segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Versinhos meio fora de época


Teu sorriso me harmoniza o dia
Por ser meigo, lindo e de ocasião
Ele é tipo aquela doçura... a lichia(lembra?)
Até encontro aqui, mas não é fácil não

Acho que nunca mais terei a alegria
De vê-lo brotar... de tocá-lo com a mão
Mas o desejo nutri e mantém a fantasia
Espero ano todo como a uma fruta de estação

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Passou...


Imagens passam pelo retrovisor
Não pude congelá-las
Elas ainda estão ali
Ainda existem
Mas ficaram para trás

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Dieta Sem o Com


Acordei e só tinha café
Ao meio dia só tinha feijão
De sobremesa só tinha queijo
No jantar só tinha pão
Vou dormir sem tudo que tinha
E acordar sem com(panhia) e sem chão

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Preservar = nome bonito pra mentir


Hoje em dia, não mentir pra quem a gente ama parece ser no mínimo algo insólito, pois normal, e alguns defendem que seja o mais correto, é não dizer a verdade em alguns casos. Esses casos variam entre a importância e relevância da mentira e a conveniência do mentiroso. E quem avalia se o caso é assim ou assado é o autor da mentira. Ao enganado resta a obscuridade total.
Às vezes, dizer a verdade transforma o sujeito num insensível, num sádico. O objeto da mentira e a mentira em si são amenizados diante da falta de consideração que é confessar a mentira à pessoa enganada. A mentira é relativa, eu sei. Há mentiras e mentiras. Algumas não alteram nada a relação, não haverá conseqüências e aí pra que contar?! Só pra machucar a pessoa?! Não vai mudar nada...não vale a pena contar.
Porra nenhuma! Mentira é mentira aqui e na China. Seja ela pequena ou grande, complicada ou simples, importante ou banal, relevante ou sem conseqüência. Quer mentir, minta. É uma escolha e você pode até se sentir melhor assim e achar que tá deixando todo mundo feliz. Mas, isso se chama mentira e não adianta querer dar outro nome.
A meu ver, todas as pessoas têm direito de saber a realidade. Nem todo mundo exerce esse direito, aliás, a grande maioria não tem acesso a ela, seja por que lhe foi imposto uma fenda nos olhos, seja por que preferem viver em um mundo de ilusões. Eu posso até optar por me manter na aparência das coisas e me negar à verdade; mas quem sou eu pra julgar o que é melhor, o que é importante, o que é significativo pra outra pessoa? Não tem jeito, podemos arrumar mil e um motivos pras mentirinhas e pra mentironas que a gente prega, mas essa é uma atitude totalmente egoísta e autoritária. Além de vilipendiarmos a pessoa com o fato da mentira, ainda a negamos o direito de saber com quem está lidando, quem é realmente a pessoa que lhe diz que ama e do que ela é capaz.
Dizer a verdade, dizer o que fez e até dizer o que pensa significa se mostrar, se revelar, se descobrir. Significa deixar a outra pessoa a par do que você é capaz, até onde você vai e assim, deixar que ela tenha o direito de decidir se ama você assim mesmo ou se não quer mais a sua companhia. Mentir significa se falsear, se proteger e não proteger os outros. Significa uma situação mais fácil, menos dolorida, pelo menos na aparência.
Quem mente sempre conta com a sorte e com a complacência dos outros que não tem nada a ver com a história e que, por não ter nada a ver com a história, acham até bom saber que todo mundo mente e ele não está sozinho nessa.
Não digo que qualquer mentiroso é sem caráter ou que todo mundo que mente o faz por maldade. De jeito nenhum. Tem gente que sofre horrores por “ter” que mentir, mas ainda esses, em última instância, mentem por ser a situação mais confortável.
Tem uma máxima que diz que há dois tipo de gente: os que traem e os que mentem.
Tenho dúvidas quanto a isso porque ser mentiroso é uma construção social, não é genético nem intrinsicamente humano. Mas tem gente que se deixa entranhar em mentiras e que vão mentir pelo resto da vida, sempre arrumando argumentos “convincentes” pra manipulação da verdade. Já há pessoas que se envergonham tanto quando a sorte não ajuda e são pegas na mentira que são até capazes de não mentir mais.
É o que eu acho...mas também posso estar mentindo.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Uma luz na involução


Um dia acordei e tinha desvanecido
Pareciam dias normais
Tudo no seu devido lugar
Inclusive tudo de errado, de sujo e de feio
Nada se movia apesar da agonia lasciva
Era apenas um hiato de extensão incerta

Passados infindáveis dias
Algo me ressalta a mim
Tudo ficou fora de lugar
Há vestígios de beleza e prazer no que vejo
Alguém que se descobre onde está
É um mundo alheio aberto a se penetrar

* Às mulheres que não se sabem

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Eu também não tenho o que fazer...


Estou acompanhando com muita atenção o desenrolar da história das girafas do zoológico de Sapucaia do Sul. Eram duas girafas e com a morte de uma delas, a outra, Dorotéia, caiu em depressão vindo a falecer logo em seguida. Pudera! Morar noutro continente e agüentar o frio do inverno, ainda vá lá; mas passar por tudo isso sem nem um rosto conhecido, nem um ombro amigo...aí não dá! Se bem que girafas não tem ombros...Bom, mas elas deviam ter um jeito de se fazerem companhia uma à outra.
Agora a novela é a seguinte: Com os eventos internacionais que se avizinham, Copa e Olimpíadas, o zoológico não pode ficar sem girafas. O que tem a ver? Não sei...mas não importa. O importante é que tem dinheiro saindo pelo ladrão e há “verba” pra encomendar direto da África 3 girafas para o zoológico. A turma da proteção animal, lógico, não gostou. É um pessoal que não tem muito que fazer e quando não estão trabalhando, estudando ou cuidando de suas famílias, arrumam um tempo entre seus próprios problemas, para se preocupar e se importar com o problema de outros. Normalmente esses outros são os desprotegidos, oprimidos e explorados... nesse caso: as girafas. Ô povo chato! Tanta coisa pra se preocupar e pra fazer... podendo ir pra praça comemorar a vitória do Lula( ou será da Dilma?!?) ou arrumar uma lavagem de roupa em casa, um DR com o(a) dito(a) cujo(a). Mas não... Passam o domingo inteiro recolhendo assinaturas para tentar impedir a viagem das girafas. Aliás, como será que elas virão? O teto de avião é baixo até pro pescoço do Ciro Gomes, que dirá pro pescoção delas...!!! Talvez seja de navio, então... Que nem na arca de Noé...Bem bonitinhas com a cabecinha pra fora da janelinha redonda. É bom que se enjoarem já vomita no mar mesmo.
O caso das girafas é notícia e comentário no Estado. Muitos, mesmo calados, são contra que venham as pescoçudas. Afinal, nem têm tempo mesmo de ir a zoológicos, pra que gastar dinheiro com isso?! Outros e não são poucos, são contra por solidariedade às girafas e porque é política e ecologicamente correto ser contra. Então, mesmo permanecendo completamente apáticos, esses colocam seu contra nas listas do abaixo-assinado. Não vi até agora ninguém defender com afinco a vinda delas. Só mesmo os que estão direta ou financeiramente ligados no processo. Tem aqueles meio tímidos, sem posição, não tem muitos argumentos, se dizem em dúvida e aí preferem nem comentar. Mas na verdade acho esses querem as girafas no zoológico mesmo e acho também que esses são a grande maioria. O principal (ou o único talvez) argumento dessa maioria parece um argumento bem sensível: Se não houvesse zoológico, como é que as crianças iriam conhecer os animais exóticos?! As famílias têm direito ao lazer e levar as crianças pro zoológico é um ótimo passeio cultural!
Não sei... Eu não tenho a estatística de freqüência do zoológico, mas tenho a impressão que mesmo esses defensores da elevação do nível cultural das nossas crianças preferem ir ao Shopping comer o Big Mac do que viajar até Sapucaia pra ver girafas desnutridas e deprimidas.
Eu sei é que eu não tenho dúvida nenhuma. Se pudesse gerenciar essa “verba” das girafas eu daria quase o mesmo destino para o qual ela está orçada; só mudaria as figuras que seriam enjauladas. Eu traria umas criaturas que eu sempre tive muita curiosidade de ver, saber como é, como vivem, do que se alimentam... jogar pipoca através das grades pra ver eles se engasgarem. Mas, meu pai e minha mãe nunca me levaram pra ver nenhum deles. Traria um Pigmeu, um Esquimó, um Alemão(ariano puro), um Índio norte americano e traria também uma turma de orientais pra ficar toda junta numa jaula só, pra eu enfim saber qual é a diferença entre Japonês, Chinês, Vietnamita, Coreano, etc. Afinal, toda criança tem que conhecer esses seres, elas têm esse direito! Só pelos livros, TV, fotos não basta pra saber que existem e que são de verdade.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Os franceses estão falando, é preciso ouvi-los


Nesse período de eleições
Daria um doce para estar fora daqui
Queria estar nas mobilizações
Atirando pedra no Sarkosy
_______

Os franceses estão falando
Eles têm tradição e sabem o que dizem
Sabem o que estão quebrando
Quebram o silêncio, antes que privatizem
________

Antes que seja privada a previdência
Antes que se morra trabalhando
É preciso gritar com urgência
É preciso ouvir o que eles estão falando

________

Foi na Grécia, é agora na França
Mantêm os lucros e retiram direito
Mas o povo na rua é uma esperança
De trabalhador imprimindo respeito

________

Seja uma ou outro aqui também não demora
Que se cuide quem quer aposentadoria
Depois da palhaçada vai chegar a hora
De mostrar que quem manda é a burguesia

________

Sempre é lá onde canta o galo (da História)
Eu acredito que outros maios(ou outubros) virão
Que se espalhe a ideia e que se aproveite o embalo
Da luta pela liberdade e o fim da exploração

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

O importante é reclamar...


O que foi que eu vi em ti, se não passas de alguém formidável?
Como ainda confio em ti se nunca me desapontaste?
Não entendo como ainda aceito teu corpo cheiroso e quente se esfregando no meu.
O que é que eu quero com alguém assim tão agradável?
Tanta gente chata por aí e eu fui arrumar logo a que eu mais queria pra mim.
Não aguento mais tanta beleza.
Que ser sensível és tu que me acompanha nos momentos mais importantes da vida?
Oh, my god! O que eu fiz pra merecer tamanha cumplicidade?
Será que estou fadada à felicidade?
Chega! Não suporto mais tanto amor...não quero nunca mais viver sem ti.

*nem tudo aqui é auto-biográfico.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Em fim, o amor


Que se vá você com sua amante
Chafurde e goze em cima dela
Ela não passa de um objeto cortante
A rasgar meu peito e o seu por tabela

Pode ir e leve seu amor errante
Chega de perdoar sua vida paralela
Ainda és tudo de mais fascinante
Mas não suporto sua ausência de cautela

Vá embora Amor dilacerante
Já não acho mais a vida bela
Siga em frente, passe adiante
Chega agora o fim dessa novela

sábado, 11 de setembro de 2010

Cotidi(anos)


Já não tenho mais aquele amor febril
Minhas veias já não ardem nos braços
Ainda sinto amor nos abraços
Nos desejos de um tempo que nunca se viu
 
O amor não foi embora, ninguém se iludiu
A corda esticou e estreitou os laços
Vivemos fevereiros e marços
Procurando encontrar flores de abril
 
Os dias passam numa disciplina fabril
O tempo alterou nossos traços
E a verdade grita nos amassos
A paixão foi pra... outro lugar

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Grito não excluído (da lembrança)



6 de setembro:

Olhos de menina
Vivendo cenas entre adultos
Uma boca repelindo a minha
Um corpo em movimentos brutos

A noite longa, o tempo curto
Dia seguinte era o Grito
O avião partiu, ficando um vulto
Do corpo, do sexo, do delito

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

É assim que se resolve


Não tem como fazer um bolo sem farinha e fermento.
Nem como fabricar uma cadeira sem martelo e pregos.
Se você não quer sentar-se à mesa para se deliciar do bolo
Suma com a farinha, o fermento, o martelo e os pregos.

Não tem como amar sem sofrer de culpa e de ciúmes
Nem como ser feliz sem amor e sem companhia
Se você não quer chorar e sentir saudades de madrugada
Suma com a culpa, os ciúmes, o amor e a companhia

Pretensa perfeição



Procuro a essência dos pensamentos mais profundos
Disseco-os, julgo-os
Obtenho a excelência dos sentimentos mais humanos
Humano no sentido animal, social
Não no sentido usual

Nunca ser cruel
Ser uma espécie de bedel do meu próprio alter-ego
Não um juiz neutro, sem lado...
Isso me nego
Aceito até um axioma como dado
Contanto que ele não seja cego

segunda-feira, 16 de agosto de 2010


“...A vida era uma questão de abrigo e comida. Para conseguir abrigo e comida os homens vendem coisas. O comerciante vende sapatos, o político vende seu humanismo e o representante do povo, com exceções é claro, vende sua credibilidade; enquanto quase todos vendem sua honra. As mulheres também, nas ruas ou na sagrada relação do casamento, estão prontas a vender seus corpos. Todas as coisas são mercadorias, todas as pessoas compradas e vendidas. A primeira coisa que o trabalhador tinha para vender era a força física. A honra do operariado não tinha preço no mercado. O operariado tinha músculos e somente músculos para vender.(...)
Era o mesmo em todo lugar, crime e traição, traição e crime – homens que estavam vivos não eram honestos nem nobres; homens que eram honestos e nobres não estavam vivos. Então havia uma grande massa sem esperanças, nem nobre nem viva, mas simplesmente honesta. (...) Se fosse nobre e viva, não seria ignorante, e teria se recusado a dividir os lucros do crime e da traição.
Percebi que não gostava de viver no andar de luxo da sociedade. Intelectualmente era aborrecido. Moralmente e espiritualmente, eu estava doente.(...)
Então, voltei à classe operária, na qual havia nascido e à qual permanecia. Não me preocupava mais em subir. O imponente edifício da sociedade não guarda delícias para mim acima da minha cabeça. São os alicerces do edifício que me interessam. Lá eu estou contente de trabalhar, de ferramenta na mão, ombro a ombro com intelectuais, idealistas e operários com consciência de classe, reunindo uma força sólida agora para mais uma vez pôr o edifício inteiro a balançar. Algum dia, quando tivermos poucas mãos e alavancas a mais para trabalhar, vamos derrubá-lo, com toda sua vida em putrefação e sua morte insepulta, seu egoísmo monstruoso e seu materialismo estúpido. Então, vamos limpar os porões e construir uma nova moradia para a espécie humana, onde não haverá andar de luxo, na qual todos os quartos serão claros e arejados, e onde o ar para respirar será limpo, nobre e vivo.
Está é a minha perspectiva. Vejo à frente um tempo em que o homem deverá progredir em direção a alguma coisa mais valiosa e mais elevada que seu estômago, quando haverá maiores estímulos para levar os homens à ação que o incentivo de hoje, que é o incentivo do estômago. Conservo minha crença na nobreza e excelência da Humanidade. Acredito que a doçura e o despojamento espiritual vão superar a gula grosseira dos dias de hoje. E, no fim de tudo, minha fé está na classe trabalhadora. Como tem dito um francês: ‘A escada do tempo está sempre ecoando com um tamanco subindo e uma bota polida descendo’.” (novembro de 1905)

Autor: Jack London(1876-1916, EUA)
Trecho de “A paixão do socialismo” – de vagões e vagabundos e outras histórias. L&PM. São histórias basicamente autobiográficas de alguém que vivem pouco, porém um vida repleta de aventuras e experiências.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Clima em Poa - sexta-feira, 13 de 08



Temperatura:mínma 8° - máxima 18°
Condições: Muitas nuvens e ventania
Umidade: Elevada
Direção do vento: MSL
Pressão:1015pa
Visibilidade: Turva

Oh! Vento minuano,
Sopra e leva esse momento!
Passe inverno desse ano!
Chova tudo e lave meu pensamento!

A bruxa se soltou



Bastou um olhar e fixei
Bastou um sorriso e paralisei
Bastou um sonhar e pensei:
Yo no creo en "sina"
Pero es mejor beber mi "vacina"
Bastou! Você me alucina!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Dá-me a paz


Em pleno século XXI
E ainda há discórdia
Em pleno século XXI
E os céus desabam por mixórdia

Ainda o tempo e a distância se perpetuam
Ainda o pecado existe
Por séculos e séculos além

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Afirmação, a negação da negação


Será que menti quando falei a verdade?
Será que falo a verdade quando minto?

A quem estou enganando?
Será tudo um engano?
Será que ninguém está enganado?

A mentira tornou-se verdade após a repetição.
Neguei a mentira para se tornar verdade.
Repetir a verdade fará dela uma mentira.
Negarei a verdade para se tornar mentira.

Ou será que estou enganada?

quarta-feira, 28 de julho de 2010

"Perdas" e ganhos


Fazer aniversário é ao mesmo tempo perder mais um ano de vida, mas é também ganhar mais um ano de de vivências, de experiências, de perdas e de ganhos. Coloquei no título perdas entre aspas porque nem sempre as nossas perdas são perdas mesmo. Alguns vezes sim, são perdas irreparáveis, tipo a minha gatinha que nada no mundo vai trazer ela de volta pra mim. Essa foi A perda...Phoda!!! Mas as vezes são perdas que se transformam em outras coisas, tipo: um amor que se perdeu e virou amizade; um trabalho que se perdeu e se transformou em experiência profissional; uma cidade que deixamos de morar, mas não a perdemos, ela ainda está lá pra gente voltar a qualquer momento... isso tudo são perdas, porém são perdas entre aspas.

Eu, e acho que 99% das outras pessoas também, tenho costume de reclamar do que eu perdi. Natural isso, acho tem que reclamar mesmo pra gente não perder o senso de insatisfação que é o que faz o mundo avançar.

Reclamo que perdi a disciplina da faculdade por falta; reclamo que perdi o aniversário de uma grande amiga(pra tu Bond's); reclamo que perdi ponto vacilando com minhas amigas do coração; reclamo que perdi o avião e só consegui outro 5h depois; reclamo que minha máquina fotográfica foi roubada por um hermano fdp, reclamo então que perdi 200 fotos da minha viagem de aniversário pra Buenos Aires; enfim...reclamo horrores. Adoro reclamar!

Mas a gente precisa aprender a considerar e saudar o que a gente ganha na vida e é por isso que eu escrevo agora, pra dizer o que eu ganhei: Ganhei uma cidade (Poa); ganhei diversas viagens lindíssimas; ganhei no mínimo 3 grandes amores maravilhosos( eu não ganho nem par ou ímpar, mas no amor sou de uma sorte invejável); ganhei ou comprei ap, carro e tudo o mais de material que alguém precisa pra viver legal; ganhei 1kg e meio nessa minha última viagem; ganhei festa de aniversário surpresa mesmo sem eu estar presente; ganhei dezenas de parabéns tri doces de amigos super carinhosos; ganhei cabelos brancos super sexy; o meu time Inter ganhou do São Paulo de 1x0; etc

Daqui pra frente eu vou tentar lembrar e dar mais importância as coisas que eu ganho nessa vida que está cada dia mais longa, felizmente.

Minha amada amiga guriazona, esse post eu dedico a ti que é uma das melhores coisas que eu ganhei vindo morar nessa linda cidade. Vou te levar comigo no coração sempre, não importa onde nós duas estivermos. Obrigada por todo o teu carinho e pela linda e doce surpresa!! (aliás, bota doce nisso...hehehe)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Como dois pagãos II


Olharam-se como se fossem cúmplices
Beijaram-se como se fossem embora
Tocaram-se como se fossem únicos
Pesaram como se flutuassem
Gritaram como se estivessem presos
Respiraram como se estivessem sufocados
Dormiram como se estivessem cançados
Sonharam como se fosse realidade
Acordaram como se tivessem dormido
Sentiram como se tivessem amado

Como dois pagãos I


Não olharam por fora, olharam por dentro
Não perguntaram nome, perguntaram onde
Não perderam tempo, perderam juízo
Não falaram palavra, falaram gestos
Não sentiram cheiro, sentiram gosto
Não usaram força, usaram pele
Não foram longe, foram além
Não tiveram cansaço, tiveram exaustão
Não sentiram culpa, sentiram tesão

terça-feira, 20 de julho de 2010



" O menor de todos os felinos é uma obra-prima." (Leonardo Da Vinci)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Banzo


Demoro ainda
em derramar meu pranto
Carrego por gosto
um banzo dolorido

Há presença ainda
em cada canto
Dessa ausência que deixou
tudo descolorido

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Minha florzinha murchou!


Ela queria ser linda pra mim.
Por isso tomava tanta água e pegava tanto sol.
E eu me esbaldei de alegria por ela ser tão doce, tão feliz.

Hoje o meu dia descarregou. Umas das minhas fontes secou.
Eu sabia que hoje faltaria energia, ela me avisou.
Faltou porque se transformou em caloria e deixou de emanar alegria.

Minha florzinha murchou e vai virar adubo, vai virar lembrança, vai virar saudade.
O fim do dia chegou, sem fonte, sem alegria, sem flor.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Que fome!


Acabou o biscoito
Acabou o pudim
Não gosto de Coca-cola
Hoje tá tudo ruim
Tenho uma Isabela na minha frente
Mas não posso comê-la
Só me resta então ficar com uma pêra

*feito com a preciosa ajuda da Bebel