sexta-feira, 12 de março de 2010

Crise dos sete anos


Depois de escrever para as mulheres da minha vida me senti em dívida com os homens. Então...

Tinha quase sete anos quando descobri que o primeiro homem da minha vida não era um herói, era um homem bem comum. Mas que ele seria pra sempre, só que pra sempre não era mais todo dia. Contudo, impôs sua importância ao longo da minha vida mesmo quando as visitas passaram de fim de semana sim, outro não, para de ano em ano.

Não foi uma perda propriamente dita, até porque logo em seguida descobri o segundo homem da minha vida e, esse sim, era um herói. Era o melhor e era imprescindível. Fazia cócegas, ensinava a tarefa de casa, arrumava minha bagunça, reclamava dos meus pés descalços...Parecia um pai, mas só tinha sete anos a mais que eu. As semelhanças e afinidades nos afastaram pra sempre. Foi minha primeira perda e foi difícil, pois como superar a morte de alguém que permanece vivinho da silva?!

Aos 17 surgiu o meu terceiro homem. Em certo sentido foi também o primeiro e posso dizer que foi o último, já que os posteriores foram apenas detalhes sórdidos em minha vida. Esse não era em nada especial, pelo menos a olhos nus. Porém, com meus olhos apaixonados, cheios de um amor absurdo, o fiz um homem quase perfeito. Esse também foi embora, não pude evitar, não houve tempo pra me arrepender. Essa foi a minha segunda perda e foi A perda. Levei no mínimo sete anos pra superá-la...ou pra suportá-la.

Ainda tenho um grande, literalmente grande, homem na minha vida, é meu maior amigo. Sinto que as diferenças e a falta de afinidades podem me causar uma nova grande perda... já tenho sofrido por isso.

Assim, 7 e 7 são 14 com mais 7 , 21... e mais 7 são 28.
Hoje, idos 28 anos do primeiro homem, 21 do segundo e 14 do terceiro, posso dizer que eles foram imprescindíveis à sua época e influenciaram em grande parte o que tenho de bom em mim.

Foram-se o primeiro, o segundo e o terceiro... Será que tá na hora de arrumar o derradeiro? Quem sabe um herdeiro.

2 comentários:

Moni Saraiva disse...

=(

Myrela disse...

Não sei o que é isso...não entendo essa linguagem de sinais... mas acho que posso imaginar, através da linguagem do coração.